segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril



Vamos voltar atrás de uns 60 anos, a 1945: a 2ª.  Guerra Mundial estava acabando.  Os brasileiros, os nossos Pracinhas, estavam no Apenino Tosco-Emiliano defendendo a Italia do fascismo; lutando contra os nazistas que ainda estavam dando trabalho às “forças aliadas”. Hoje, lá, estão festejando o dia da Liberação.

Homenagem aos ‘nossos pracinhas’ nós não fazemos, mas nessa área montanhosa entre Bolonha e Modena, todas as crianças sabem cantar, ao menos, “mamãe eu quero”. E quando desfilam pelas ruas festejando o Dia da Liberação da Italia do fascismo, dia 25 de abril,  essa é uma das canções que cantam para lembrar aqueles que as defenderam do fascismo.

A presença dos ‘nossos pracinhas’ nessa área de guerra foi fundamental. Foram exatamente 25.334 brasileiros mobilizados para o conflito, dos quais 15.069 combateram. As duas batalhas mais importantes, aquela de Monte Castelo, entre as montanhas bolonhesas, e aquela da entrada de Montese, na província de Modena, constituiram - não sòmente para os brasileiros- o ultimo e decisivo combate entre tropas aliadas e o exército nazista.

 Terminada a guerra, o balanço foi: 239 dias de batalha - de 6 de setembro de 1944 até dia 2 de maio de 1945-; 457 mortos e desaparecidos em combate, 16 dispersos, cêrca de 2.720 feridos e 38 prisioneiros de guerra. Em compensação, porém, fizeram 20.573 prisioneiros de guerra e prenderam 80 canhões de diferentes calibres, 1.500 viaturas e 4.000 cavalos.

A FEB travou combate com treze grandes unidades inimigas (tres fascistas -Divisão Italia, Divisão Monte Rosa e Divisão San Marco- e dez divisões alemãs). A FAB, em vez, naqueles poucos dias fez 1.738 vôos sôbre territórios inimigos (Passo Brenner e sul da Austria, principalmente), 445 missões e 2.456 decolagens para ofensivas.

Os pracinhas com a "cobra fumando" passaram por aldeias que nem se encontram nos mapas, como: Ca Berna, Madona dell'Acero, Montilocco, Mazzancana, Ca d'Orsino, Ronchi di Sopra, Bombiana, Guanella, Vidiciatico, Cravullo, Castellaccio, Montaurigola, Gaiano, etc e atravessaram cidadezinhas como Lizzano in Belvedere, Gaggio Montano, Marano, Sassuolo, Vignola, S. Ilario d'Enza, Montecchio, Neviano, etc. Os habitantes daqueles lugares, naquele tempo, agradeciam como podiam, e ofereciam... ovos, unico alimento que tinham a disposição.

Em ordem, as vitórias da FEB foram: Camaiore no dia 18/09/1944, Monte Prano dia 26/09, Monte Castelo dia 21/02/1945, Castelnuovo dia 05/03, Montese dia 14/04, Zocca dia 20/04, Collecchio dia 26/04, Fornovo dia 28/04 e, prosseguindo para Turim, ocuparam Alessandria. Dia 29 de abril foi dado o ultimo tiro pelos pracinhas da FEB. Seguem depois para Susa, ja libertada, onde estabelecem contacto com os franceses: dia 18 de Julho de 1945, o navio Gal. Meigs os trás de volta ao Rio de Janeiro.


Monumento aos Pracinhas em Monte Castelo

Em clima de festa, todos os anos em Montese, única cidade no mundo a ter vários espaços dedicados ao Brasil (uma praça, uma rua, dois monumentos e uma sala do Museu Histórico), chegam brasileiros para partecipar das comemorações relativas à liberação. Hoje, aquele povo, não oferece mais ovos e sim hospitalidade... mas esta è outra história.


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