quarta-feira, 5 de maio de 2021

PADRE GENNARO

 

Fui assistir o sepultamento do amigo Padre Gennaro Tesauro, no átrio da igreja do Carmo. Antigamente, o sepultamento no interior de igrejas católicas era não so sinal de prestigio, mas um direito dos padres que era condividido com a nobreza e outras poucas personalidades. Sabemos que esse costume acabou em meados do século XIX. Padre Gennaro , porém, mereceu este novo endereço...

Os menos importantes eram sepultados no entorno da “terra consagrada”, como era chamado o terreno no entorno das igrejas. Ainda não existiam os cemitérios, que depois das pandemias do inicio século XIX, começaram a surgir seguindo as primeiras noções de higiene pública.

Nas igrejas construídas anteriormente, portanto,  ainda se encontram essas áreas destinadas ao sepultamento.  De fato, encontramos essas áreas nas nossas igrejas construídas por Landi e foi nesse local que hoje sepultaram o meu amigo Padre Gennaro.


Esta pessoa, culta, gentil e muito educada, que veio do sul da Italia para a Amazonia, não somente apoiou o nascimento e o desenvolvimento das lutas travadas pela Associação Cidade Velha-Cidade Viva, mas  ajudava até a recolher assinaturas em nossos abaixo assinados; cedia locais para nossas reuniões e até participava delas. De fato era sócio fundador da CIVVIVA.

Como diretor do Colegio do Carmo,  tinha também um  outro interesses, ou ‘sonho”,  era ver nascer uma Associação de ex alunos do Colégio do Carmo. Quem sabe nasce agora em  sua homenagem?


Como Landi, autor da igreja do Carmo, Padre Gennaro veio para o Brasil e  nunca mais voltou para a Italia. Sempre como Landi foi também para o Amazonas, e ali  trabalhou com índios... e como Landi, voltou para morrer em Belém, a cidade que o acolheu.


Que bom que não sofreu tanto. Deixa saudade e bons exemplos.

Que siga em paz. Será bem acolhido no reino que tanto difundiu, em terra.


Dulce Rosa de Bacelar Rocque

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