sexta-feira, 3 de julho de 2026

1494 – 1750 - 2026

 

KKKKKK, A DISTANCIA DE MAIS DE 500 ANOS VAMOS TRAZER A TONA O PROBLEMA CRIADO PELO TRATADO DE TORDESILHAS  EM 1494 E NÃO RESOLVIDO EM 1750 COM O DE MADRI...

SOCORRRO, SERÁ QUE VAMOS CONFIRMAR, AGORA, DURANTE A COPA DE FUTEBOL,  DE QUEM É O GRÃO PARÁ...???

É nessa história que LANDI entrou de gaiato, como desenhador de mapas,  fazendo parte  da expedição conhecida como  Primeira Comissão Demarcadora de Limites que partiu de Belém no dia 2 de outubro de 1754 para Mariuá, e nada resolveu.

Tudo começou, sem querer, quando Belém foi fundada em 1616 , período em que Portugal, sem herdeiros com a morte de D. Sebastião, tinha se unido a Espanha formando a União Ibérica.

Nessa época a Espanha seria, segundo o Tratado de Tordesilhas, a “dona” daquela parte do Brasil onde se encontrava a Amazonia. Corriam vozes, porém que, em torno a 1600,  franceses, ingleses e holandeses estavam ocupando o norte do Brasil onde se encontrava essa área. Decidem assim de fundar uma cidade em algum lugar, logo na entrada  dos afluentes do Amazonas, por onde deveriam passar  os navios dos invasores que entravam aqui,  pelo oceano Atlantico. Seria uma cidade "sentinela"...

Assim parte de S. Luiz do Maranhão  um grupo de portugueses guiados  pelo capitão português Francisco Caldeira Castelo Branco e fundam Belém em 12 de janeiro de 1616. (A esse respeito, tem no IHGP  uma revista do ano de fundação desse Instituto que coloca em discussão essa data. De fato alí contam que, na verdade, eles chegaram em Icoaracy e que, Pedro Teixeira, no dia seguinte, pegou uns índios e uma barca e foi dar uma volta no  entorno chegando até onde hoje temos o Ver-o Peso, avistando uma colina que lhe pareceu mais idônea que aquela descoberta no dia anterior... O certo é que a revista conta que se mudaram imediatamente para o local do atual Forte Castelo, mudando de uns dez dia a data da nova descoberta.)

Mas sim, voltando ao Landi... Em 1640  Portugal volta a ser um reino e ninguém pensou em expulsar os portugueses daquelas terras...espanholas. Até que um dia a Espanha escreve ao Papa  pedindo a aplicação do tratado de 1494... dai nasce o tratado de Madri e consequentemente o proposto encontro de duas comissões, uma de cada país, para se encontrarem em Mariuá, hoje Barcelos, para discutirem onde começa o limite, ou seja, a fronteira entre as terras descobertas por Portugal e Espanha.

De repente Landi se encontra no meio dessa história e chega em Belém, com o resto da comissão portuguesa e ficam esperando o dia da partida para perto do Perú. Partem em fim de Belém no dia 2 de outubro de 1754 em direção a Mariuá... mas so chegaram em dezembro a causa, não das chuvas, mas,  dos despeitos feitos pelos padres (de origem espanhola) quando a comissão parava para pegar as provistas pedidas, antecipadamente, às missões situadas ao longo do rio Amazonas...

Mesmo atrasados, chegaram a Mariuá e  ficaram esperando, por bem dois anos, a comissão espanhola que nunca chegou; nem mais tarde, em meados de  1790, quando outra comissão foi enviada, com Landi presente, mas como adoeceu, teve que voltar para Belém, onde  morre pouco depois.

O problema não foi do mesmo jeito resolvido entre essas comissões assim o Papa decretou  a demarcação de fronteiras, respeitando o princípio do " Uti Possidetis", e isso, por mérito de Pedro Teixeira, o primeiro a colocar os pés na fronteira com o Perù, em uma viagem sucessiva que fez: e  a Amazonia virou nossa... por ter sido ele o primeiro a colocar os "pés" por  até aquelas bandas...!!!!  falando claro.

https://www.instagram.com/reel/DTX-sXJEfjx/

kkkkkkkkkkkkk Em poucas e simples palavras, contei como viramos portugueses, naquela época... assim, espero que Portugal, estes dias,  faça uma bela figura, nesse encontro, tardivo, com a Espanha.



segunda-feira, 29 de junho de 2026

O PADRINHO DA CIVVIVA

Poucos meses atrás, o Banco do Brasil colocou a disposição da CIVVIVA, seu belíssimo Ponto de Cultura recem inaugurado, situado na agencia da Doca de Souza Franco. Aproveitamos im ediatmente a oportunidade para falar de Belém do Pará, através de livros de escritores paraenses. Aprofundamos  esse argumento pouco mais de um mes atrás, com esta nota   https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2026/05/o-livro-da-civviva.html

Durante alguns sábados, a partir do passado mês de maio, nos encontramos  num evento chamado POROROCA DE LINGUAGENS ARTÍSTICAS  OU CULTURAIS DA CIVVIVA, onde, através de Rodas de Conversas,  com um público de amigos falávamos de nossos livros. Nós, os autores.

A CIVVIVA usou seu livro, “CIDADE VELHA CIDADE VIVA”,  fruto de uma interessante experiência feita com a ajuda do amigo jornalista Oswaldo Coimbra. De fato, em maio de 2008 começamos a preparar a Oficina Escola de Escritores, iniciativa, essa, do nosso Laboratório de Democracia Urbana, e, do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPA. A oficina, ministrada pelo jornalista e escritor Oswaldo Coimbra, pós-doutor pela USP em narrativas criadas com pesquisas históricas, no campo do Jornalismo, tinha como objetivo um livro de resgate da memória da Cidade Velha.

Quase vinte anos atrás, em pouco mais de 150 páginas, os “novos escritores” escreveram sobre a Cidade Velha na:.

- atualidade;

- na memória e

- na história. 






Os autores






Autografando o livro


Após a festa de lançamento, recebemos,  entre outros, os parabéns  do prof. de Tai Chi Chuan da CIVVIVA,  Fernando Rabelo de Souza, dizendo: “ Sei que uma das lutas, sua e dos moradores da Cidade Velha, é fazer as autoridades e os próprios moradores olharem com mais cuidado para o bairro. Mas fazer isso escrevendo um livro (entre outras). Vocês de fato extrapolaram. Parabéns a você e a todos que contribuiram para a feitura do livro.  Isso nos deixou cheios de orgulho.

Hoje, vinte anos depois, vemos a importancia desse feito, por isso aceitamos a oferta do Banco do Brasil e o reapresentamos e, mais uma vez o amigo Coimbra nos vem em  ajuda a demonstrar o quanto é belo, util e necessário, recordar.


Hoje podemos ler uma atualização aqui: https://ver-o-fato.com.br/a-cidade-velha-mas-viva-nas-lembrancas-dos-belenenses/ .  São histórias,  recordações de moradores que faz tempo estão longe daqui e o mérito de poder conhecer essas lembranças é  do... padrinho da CIVVIVA, prof. Coimbra, que agradecemos, mais um vez.

Estas as obras a serem acrescentadas na nossa memória: 

Maria dos Gatos, Cheira Éter e Chupa Ovo

O Espanhol, o Ioiô, a Arara e sua filha

Maria dos Gatos, Cheira Éter e Chupa Ovo;

Seo” Firmo, “Seo” Chico e “Seo” Elias;


                                      BOA  LEITURA... no  VER-O-FATO


segunda-feira, 22 de junho de 2026

INDULGÊNCIA PLENARIA...

 

 ...  O CIRIO VEM AI.

...é algo que a igreja católica não usa mais, como antigamente. Descobri porém, algo que tem a ver com o nosso Cirio,  escrita uns 120 anos atrás e pefeitamente válido, ainda: ninguem abrogou esse ato...

Estava procurando algo diferente quando num livro escrito por meu irmão Carlos Rocque, descobri essa noticia, sobre uma Indulgencia que, se nota, bem poucos  conhecem. Esse é o problema de base de determinados comportamentos: a ignorância . 

Parei para pensar em duas coisas:

- como a intelectualidade paraense tratava meu irmão quando começou a escrever livros. Não li isso aí em algum livro ou panfleto escrito por aqueles que denigraram meu irmão Carlos Rocque, quando, sem algum título universitário, nos anos 60,  ousou escrever e publicar a “GRANDE ENCICLOPÉDIA DA AMAZONIA”. 


- como algumas pessoas inclusive religiosos, tentando me desmoralizar,  julgaram o fato de eu ter sido homenageada com uma INDULGENCIA  em 2004, por ter feito o  Círio em Bolonha, na Itália e  por defender o patrimônio que Landi nos deixou, igrejas principalmente, mesmo sem ser arquiteta, nem religiosa...  O Papa permitia isso  desde 1906.


Não li o que o Papa decidiu, em algum livro ou panfleto escrito por aqueles que criticavam  a audácia do meu irmão Carlos Rocque, quando, apesar  da inveja de quem tinha título universitário, continuou suas pesquisas sobre a Amazonia. Trata-se de um ato público que ele cita no seu livro sobre A HISTÓRIA DO CÍRIO E DA FESTA DE NAZARÉ. Nas paginas 52 e 54 encontrei noticias interessantissimas. Tinha Indulgencia até aqueles que acompanhavam o Cirio, descalços. 


O Papa Pio X em data 9 de maio
  de 1906 criou uma INDULGENCIA PLENARIA “para o fiel que em qualquer dia de novenário, confessasse, comungasse e orasse pelas necessidades da Igreja Católica.”


Pois é. Depois do Cirio que fiz em Bolonha, ganhei uma Indulgencia... e aqui riam quando amostrava... daí decidi não falar mais nesse argumento.

Os anos passaram mas aquele modo de julgar o próximo como se fossem donos do mundo e da verdade, não mudou em Belém. Encontramos pessoas ou "grupinhos" delas, que julgam o próximo através das próprias intenções ou seus maus costumes. Não são apenas "tagarelices" que fazem essas "criccas" que se expandiram em Belém.

A palavra CRICCA  tem um sentido pejorativo, em italiano. Pode ser traduzida para o português como: Panelinha, Camarilha, Gangue, Bando, ou mesmo Turma ou grupo de amigos. Muitas vezes trata de grupo de pessoas com interesses em comum, que, infelizmente ainda sobrevivem, mesquinhamente, sem coragem de se confrontar abertamente com os outros, apesar das normas vigentes. 

 Esse comportamento saiu da Universidade e se espalhou por órgãos públicos, e até em organizações religiosas, onde pessoas sem algum critério ou ... sem lei, abusam do ambiente onde trabalham e que entraram, muitas vezes  sem alguma verificação de competência,  causando danos até a credibilidade do  aparato público.  Esse comportamento, nada lícito, causa danos à cidadania, e é incomensurável.

Confronto leal com o próximo, nem sonhando... julgar as intenções, pior ainda.

É COMPLEXO DE QUE: INFERIORIDADE? ou medo de ser reconhecido como  incompetente, se confrontado com alguem... com diploma ou experiências diferentes e bem mais concretas?


quinta-feira, 4 de junho de 2026

EXSEURB E COMPANHIA...

LEMOS POUCOS ANOS ATRAS (09/12/21) QUE: 

"A Coordenação de Organização Pública, vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), é o órgão responsável pela fiscalização do cumprimento do Código de Posturas do Município, compondo o sistema municipal de segurança pública. Formado por um núcleo de inteligência e equipes externas de ação, a coordenação montou uma força tarefa para este mês de dezembro.

Nós fazemos parte da operação “Tolerância Zero”, que é uma ação integrada por todos os órgãos de segurança paraense, visando coibir o já tradicional aumento de casos de delitos, crimes e violência no final do ano”, explica o coordenador da Organização Pública, Rafael Braga. "

Será que a operação "tolerância zero" foi desmobilizada? Ou a área tombada não entra nesse tipo de coordenação? Falamos principalmente da poluição sonora, que é também um abuso a ser levado em consideração.

Apesar do que estabelece o  art.81 do Código de Postura, continuamos a assistir eventos rumorosos em frente a igrejas tombadas na Cidade Velha, além de locais que tocam música o dia inteiro,  mesmo dentro dos decibeis do CONAMA, que não constam, porém, de nenhuma autorização.

Não sabemos se estas normas foram abolidas, mas com certeza muitos a ignoram... a quem devemos recorrer? https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2017/08/a-proposito-de-bares-restaurantese.html.

Com a troca de governo municipal, ultimamente, não sabemos se o sr. Rafael  Braga ainda segue essa coordenação, o certo é que, com certeza, nem todas as leis foram modificadas, principalmente o CÓDIGO DE POSTURA.

Outra duvida é relativa a formação dos funcionários: quantos são formados em Direito? Os absurdos que vemos acontecer no momento de aplicação das leis são preocupantes.  Conhecer bem, também, o sentido das palavras, é  outro fato que sentimos falta.... e vemos os resultados.

Será que quando organizam essas ações, se confrontam também com os moradores? com a CIVVIVA isso não acontece ha anos....e foi  Reconhecida de Utilidade Pública para o Município de Belém, a Associação Cidade Velha - Cidade Viva - CIVVIVA LEI Nº 9368 DE 23 DE ABRIL DE 2018. 

Tal titulo nem é obrigatório para sermos convocados segundo o art. 2 inciso II do Estatuto da Cidade, no momento de formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano, mas mesmo assim, nos ignoram.

Quais outros orgãos fazem parte do sistema municipal de segurança pública? A SEINFRA, a SEMMA, o DPA, a DEMAPA  não devem  aplicar essas normas? Vemos que alguns orgãos, ignoram, ao menos até 2 meses atras,   a declaração de inconstitucionalidade em 2023 da lei que, no ano 2000, aumentou para 60/70 os decibeis de competência do CONAMA. Voltaram a ser 50/55dcb, mas... os 70 dcb abolidos, continuam a serem aplicados. POR QUE?

A QUEM CONVÉM ESSA FALTA DE CONTROLE?



terça-feira, 2 de junho de 2026

CALÇADA DA ALEPA

...PARA QUEM ENTENDE DE DIREITO. 

Depois de uma reclamação sobre a calçada da trav.Felix Rocque, que há anos a ALEPA está consertando, recebemos HOJE, a comunicação abaixo do MPF, datada 29 de abril 2026...


 O CIDADÃO VAI CONTINUAR A  ANDAR PELO MEIO DA RUA, PORQUE A CALÇADA, SUBMETIDA A APRECIAÇÃO DO IPHAN E,  SEM PEDRAS  DE LIÓS ,  ESTÁ´OCUPADA POR...POSTES.








quarta-feira, 27 de maio de 2026

CALÇADAS VÁRIAS

 

É uma vida que a CIVVIVA fala de CALÇADAS, e quando viamos na praça do Carmo os grupos de pessoas falando de patrimônio, nunca ouvimos nem citarem o fato que, aquelas de PEDRAS DE LIÓS, eram tombadas...

Começamos a nos preocupar com as calçadas quando descobrimos  um decreto municipal que modificava uma Lei... Em 2015 fizemos uma reclamação ao MPE, relativamente ao Decreto Municipal n.º 26.578 de 14 de abril de 1994,que  deveria  apenas regulamentar o exercício de comércio ambulante, em vez  previa o uso de vias públicas e terraces para colocação de mesas e cadeiras, no período de segunda-feira a domingo, podendo ser utilizado 2/3 (dois terços) do espaço.  A resposta do MPE nos foi dada em 11/02/2016, praticamente depois de quase dez anos de uso, quando ... ja tinha virado um costume. 

O que dizia a clarissima Recomendação do MPE:

  1.1. Que aplique o decreto referente ao comércio ambulante apenas para as atividades elencadas no artigo 2º da norma; 

  1.2. Que não utilize o artigo 52 e seguintes do decreto, que  mencionam o uso de calçadas no licenciamento de bares e restaurantes; 

  1.3. Que o uso de calçadas, na proporção de 2/3 (dois terços) seja restringido apenas às atividades específicas de comércio ambulante, não sendo interpretado no sentido de ampliar e  licenciar o uso de calçadas para outros fins. 

    1.4. Que realize fiscalização constante nos bairros da cidade, principalmente em horário noturno, quando são utilizados os espaços para ocupação em bares, utilizando seu poder de polícia para proibir e fazer retirada das mesas e cadeiras que ocupem o espaço público.

Aqui o ato enviado a SECON  e a  SEMAJ,  https://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com/2016/02/as-calcadas-segundo-o-mpe.html

A Secretaria respondeu que se levasse em consideração  quanto sugerido pelo MPE criaria desemprego... É o caso de lembrar que a maioria dos garçons não tinha nem carteira assinada, na época... e ficou por isso mesmo.

- Os problemas com as calçadas continuavam e uma Mesa Redonda foi feita em abril de 2019 sobre O DIREITO DO PEDETRES ANTE O DESAPARECMENTO DAS CALÇADAS EM BELÉM E REGIÃO METROPOLITANA. Em presença do MPA e da SEURB e de professores da UFPa se discutiu sobre ACESSIBILIDADE, descobrindo que a incivilidade começava no momento de autorizar algo, sem respeitar as normas. https://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com/2019/04/de-quem-sao-as-calcadas.html

- O asfaltamento das ruas sem valas nem sarjetas  serviu para piorar a situação. Já era normal colocar asfalto sobre aquele  precedente, sem se preocupar  de que altura ficava o leito da rua. Insistindo com esse método nos últimos trinta anos, acabaram superando a altura das calçadas e começaram a aparecer degraus atravessando-as. Não tendo ninguém se preocupado com valas e bueiros, a água da chuva rolou para as calçadas e destas ...para dentro das lojas.  O modo encontrado pelos comerciantes para evitar que a agua da chuva invadisse as lojas foi cobrir as pedras de liós com cimento. Ninguem tomou alguma providência e nasceram esses degraus na Dr.Assis, por exemplo. https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/08/revival-das-calcadas.html

- As eleições de 2020 se aproximavam então decidimos ajudar os candidatos, revelando alguns  problemas.

https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/09/1-atencao-senhores-candidatos.html

https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/10/continuam-chegando-artigos-e-fotos.html

Continuamos com a MOBILIDADE a PÉ: CALÇADAS, e o diagnostico levantou sete problemas. As diretrizes para ajustar os problemas estavam contidas nas normas legais:  Código de Posturas de Belém, LEI N.º 7.055/1977; Código De Trânsito Brasileiro Lei 9.503/1997;  Estatuto da Cidade, Lei nº 10.257/2001, Art. 113; Lei Brasileira Da Inclusão Lei 13.146/2015; além da acessibilidade e problemas de Portadores De Deficiência.

Varias foram as Propostas, começando com a necessidade de esclarecer a responsabilidade pelas calçadas, se ainda do proprietário do lote ou se deve ser mudada a lei e transferir a responsabilidade para a Prefeitura;  Reafirmar com ações que a calçada é o espaço do pedestre, sendo a pessoa que anda ou está a pé, em cadeira de rodas ou conduzindo bicicleta na qual não esteja montada;     Postes ocupando espaço em calçadas com menos de um metro de largura; e assim  por diante uma série de sugestões , as quais foram inspiradas no DECRETO Nº 59.671, DE 7 DE AGOSTO DE 2020, de São Paulo, que é bem detalhado.

https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/09/3-para-os-candidatos-levarem-em.html

- Mais uma opinião sobre calçadas...desta vez Sobre o direito de usufruto universal dos espaços públicos. É o caso de  lembrar que a liberdade de mobilidade e acessibilidade, e o usufruto lícito e harmonioso dos espaços públicos é direito de todos, conforme está assegurado em toda a legislação pertinente. E assim, nenhum segmento da sociedade deve ter o privilégio exclusivo desse direito, ou ser dele excluído...no respeito das normas em vigor.

https://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com/2021/09/calcadas-de-novo.html

Estes são alguns dos artigos falando de calçadas, seja do ponto de vista legislativo que daquele problemáticos, que enfrentamos nesses ultimos dez anos. Eles existem em toda a cidade, independentemente sejam elas de cantaria de liós ou acimentadas. A diferença que existe entre elas é que uma faz parte da nossa memória histórica e deve ser salvaguardada, defendida e protegida... não so pelos órgãos competentes, mas pelos cidadãos também.

Outras eleições estão chegando, é o caso de lembrar os candidatos, que temos mais problemas, além daqueles provocados pelas... cantarias de liós, como nas eleições passadas, que aqui repropomos.

https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/09/1-atencao-senhores-candidatos.html  


segunda-feira, 25 de maio de 2026

O LIVRO DA CIVVIVA

 No dia 23 de Maio, no novo Ponto cultural do Banco do Brasil situado na Doca de Souza Franco com a Municipalidade falamos dos motivos que nos levaram a fundar a Associação de Moradores da Cidade Velha. A defesa da nossa memória histórica foi considerada uma parte importante da nossa presença no território. Seria portanto um ponto de referência para nossas lutas  a salvaguarda, defesa e proteção das praças, prédios e calçadas do bairro, situados na área tombada do Centro Histórico.

O IPHAN ainda não havia tombado parte da Cidade Velha, assim sendo a nossa presença in loco, representaria, um desafio para os associados, vista a situação de abandono em que se encontrava aquela área da Cidade Velha. Logo após a constituição do blog LABORATÓRIO DE DEMOCRACIA URBANA da CiVViva, começamos a preparar a Oficina Escola de Escritores, iniciativa, essa feita com a ajuda do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil da UFPA. A oficina, ministrada pelo jornalista e escritor Oswaldo Coimbra, pós-doutor pela USP em narrativas criadas com pesquisas históricas, no campo do Jornalismo, tinha como objetivo um livro de resgate da memória da Cidade Velha. Que foi entregue no outro aniversário do ano seguinte.

É de fato o livro da CIVVIVA o motivo desse evento pois foi no mes de maio de 2008 que começamos a concretizar esse sonho com propaganda até nos postes das paradas de ônibus. Em cinco dias já tinhamos 130 inscritos... ao nosso vestibular.  A partir de julho, todo sábado de manhã, na hoje Casa da Linguagem, na avenida Nazaré, das oito da manhã até o meio dia  começaram as aulas dos 37 alunos selecionados. 

No livro  contamos com detalhes como ele nasceu e como se dividiram os argumentos entre os futuros escritores. Deviam tratar da memória oral dos antigos moradores da Cidade Velha, assim como, através de pesquisa, de coisas do passado e ainda, de temas atuais do bairro.

Enquanto falava sobre o livro, usando um power point mostrávamos fotografias da praça do Carmo alagada; do lixo  deixado pelo carnaval; do estacionamento nas calçadas e no meio da praça do Carmo; da situação das calçadas  de liós; dos leitores  de energia da CELPa; dos casarões cheios de mato nos telhados ,enfim, o que encontramos na Cidade Velha quando decidimos fundar a CIVVIVA. 

Ainda bem que criamos um blog logo após sua fundação, assim temos provas, até fotográficas, do que precisava mudar. Isso porém não entrou no livro que foi dividido em três parte: Cidade Velha na atualidade; velha na memória e Cidade Velha na História. A festa de venda dos livros foi um sucesso. 



Paralelamente  nossas lutas usando o telefone continuavam, pedindo ajuda a algum politico ou funcionário público disposto a nos ajudar. Depois de poucos meses decidimos mudar de tática e começamos a escrever, assim teríamos algo em que nos basear, quando esqueciam suas promessas.

Os êxitos que tivemos foram poucos, mas alguns bem vistosos. O canto dos Bechara Mattar que pegou fogo e ia ser transformado num shopping center, sem estacionamento para seus clientes e com um restaurante no último andar, que superava a altura das mangueiras... e o gabarito previsto para a área... foi um deles. Outro sucesso foi impedir que fechassem a ultima rua que dava para o rio:  a Felix Rocque. Foram  necessário, porém, treze embargos e a “voz grossa” do Ministério Público.

 A poluição sonora provocada no período carnavalesco foi outra vitória, pois conseguimos já em 2019 tirar os trios elétricos carnavalescos da area tombada da Cidade Velha. Na ocasião decidimos fazer a MEDIÇÃO DOS NIVEIS DE PRESSÃO SONORA  DURANTE O PRÉ-CARNAVAL , no bairro da Cidade Velha, com a ajuda de um grupo de voluntários e técnicos especializados, sob a orientação do Dr. Antonio Lobo. Até hoje esse problema continua a aumentar apesar de já terem sido declarados inconstitucionais, os artigos da lei municipal do ano 2000 que aumentou os decbieis a 60/70.

Tivemos razão em fundar a CIVVIVA, que continua ainda muito necessária. Outros eventos, comemorações, denuncias, etc. continuams a fazer. Nesses vinte anos de luta não conseguimos nem metade do que seria  necessario para demonstrar que tem quem cuida  dessa área tombada. As leis existentes, se respeitadas, seriam de grande ajuda... mas a poucos interessa a defesa do nosso patrimônio histórico.