sexta-feira, 25 de outubro de 2019

NA DEMOCRACIA...

... como funciona a "programação do territorio"?   As Secretarias Municipais quando se reunem para discutir os problemas, o fazem entre si apenas ou chamam os  representantes da sociedade civil organizada, também para participar?  Para aprofundar os problemas dos bairros, se confrontam com a cidadania?                                                                                       
Este costume não é aplicado, comunmente em Belém. Normalmente o que se vê, é:  - uma discussão entre os representantes das secretarias os quais preparam um documento que é  - apresentado, algumas vezes aos cidadãos, com poucas possibilidades de modificação   - uma proposta tratada como se fosse um 'projeto'.                                                                                                     
A discussão com  os conhecedores dos problemas do bairro não acontece  'a priori'. Normalmente partem do principio que ja sabem de tudo tiram as conclusões... que serão, depois, apresentadas aos  interessados.           
        
Ano passado vimos isso com o carnaval. Em novembro a Fumbel convocou uma reunião e, explicou, praticamente, como seria o carnaval. Todos sairam insatisfeitos e... o resultado foi a suspensão do mesmo a causa da poluição sonora. Ora, tratando-se de área tombada, este deveria ser o argumento principal da reunião, caso tivesse uma discussão e não tivesse sido apenas para "comunicações".          
                                                                                         
Novembro está as portas e a cidadania não foi chamada para discutir o carnaval... Correm vozes daqui e dali, mas concretamente o uso da parte tombada da CidadeVelha não está claro para  ninguem.                                                                                                                                                          
Com quem discutiram que as concentrações vão  sair da Tamandaré em direção aos locais da Orla?  Vão, como em procissão, caladinhos? Ou vão ser acompanhados por alguma banda?  Quantos decibeis vão ser autorizados para essa banda? Como no Auto do Cirio, sem algum controle?  Que sentido teve tirar o trio elétrico e não controlar os decibeis, nem em frente das igrejas tombadas?  As ruas que não serão usadas pelos carnavalescos vão ser fechadas, inclusive ao transito?  As praças da área tombada terão vigilância? Que tipo de autorização terão os bares? E os ambulantes? Vai ter horário para a "dispersão"?                                                                            
 Estes e outros problemas devem ser bem esclarecidos para evitar surpresas como neste 2019. Esse tipo de confronto com a cidadania é que não acontece como deveria ser. As decisões devem ser conjuntas, fruto de discussões e esclarecimentos antes de emitir qualquer ato.  Visto o que vemos acontecer desde 2012 durante o periodo carnavalesco, seria o caso de pensar em fazer um TAC, incluindo as sanções/multas aos mais ousados, como ja fazem outras cidades e caso se insista em permitir o uso da área tombada, afinal devemos respeitar as leis que falam de DEFESA, SALVAGUARDA, PROTEÇÃO do nosso patrimônio e assim evitar  a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural existentes na Cidade Velha.                       

                                                                                                            

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A Gente...e a poluição


Nos parece oportuno examinar a poluição de outro ponto de vista.
Existem profissões que, ainda hoje, tratam os trabalhadores como escravos... ou como animal de carga. De fato são 'gente', não cidadãos.

Além do mais, depois que descobrimos que muitos intelectuais pensam que so o'trio elétrico' causa danos ao patrimônio de segunda categoria (pois excluem os prédios históricos e tombados desse rol), decidimos publicar este fato concreto. Quem sabe mudam de opinião e comecem a respeitar o próximo e as leis... até em momentos lúdicos.

Motorista de ônibus em Belém
Antonio Carlos Lobo Soares *

Bento Soares é motorista de ônibus em Belém do Pará e nunca deixou faltar nada à sua família. Recentemente, entretanto, vem apresentando um mau humor e uma irritação, já percebidos pela família e o amigo João. 

Numa tarde chuvosa a pensar no amigo, seu João lembrou o que disse um técnico do Museu Goeldi sobre os efeitos subjetivos e psicofisiológicos do ruído, sobre uma atividade específica, a saúde e bem-estar humanos. Apurou que, com o nível de ruído em excesso, o organismo fica em estado de alerta, que o prepara contra um “inimigo invisível”. Há aceleração cerebral e fadiga muscular, aparentemente sem causa. Em consequência, outros sintomas cumulativos e secundários ocorrem, como dor de cabeça, náusea, diminuição das funções cardiovasculares, gastrointestinais e respiratórias e impotência sexual.

Com essa informação, seu João subiu disfarçado no ônibus dirigido pelo Bento, com os olhos e ouvidos bem atentos, e contou mais de 500 mudanças manuais de marcha, onde a embreagem é acionada com o pé, em cerca de 80 paradas em sinais e pontos pela cidade.

A temperatura em Belém era de 34°C e, dentro do ônibus, uns cinco graus mais alta. Cada passageiro que entrava, aumentava o calor e o odor de suor no veículo. O amigo Bento enxugava o rosto e o volante com uma flanela, enquanto controlava o tráfego e os passageiros através de quatro espelhos retrovisores. Com os vidros abertos, além do calor, o som do tráfego invadia o veículo, segundo o técnico do Museu com até 70 dB (decibéis), quando o CONAMA limita o nível sonoro de dia a 55 dB e à noite a 50 dB, para o bem-estar das pessoas.

Como se não bastasse, em uma só viagem Bento enfrentou pelo menos dois conflitos entre passageiros, devido ao uso de celular com som amplificado. Numa dessas situações quase parou o ônibus junto a um carro de polícia para denunciar os brigões que, sob ameaça, acalmaram-se e a viagem seguiu.

Seu João apurou que nove em cada dez pessoas no mundo respira ar poluído. Que os gases e as partículas em suspensão no ar já são responsáveis por 24% das mortes por doenças cardíacas, 25% por acidente vascular cerebral, 43% por doenças pulmonares obstrutivas crônicas e 29% decorrentes de câncer de pulmão.  

Só de observar os estímulos e o estresse que o amigo se submete em cinco viagens diárias, seu João ficou exausto. Compreendeu, finalmente, o motivo da irritação e mau humor do amigo Bento e pensou! Como Belém seria melhor se os ônibus tivessem ar-condicionado, janelas fechadas, mudança de marcha automática e motores elétricos? 

* Arquiteto PhD, Museólogo e Artista Plástico,
Tecnologista Sênior do Museu Goeldi.


PS: Obrigada, Antonio. Tomara que sirva para aumentar o conhecimento dos outros. Eu acrescentaria: Como Belém seria melhor se...respeitassem as leis. também.


sábado, 5 de outubro de 2019

A CIVVIVA E A UFPA


No inicio do mês de julho escrevemos  ao Reitor da UFPA e pedimos um encontro  para falar de 'ajuda-mutua-pro-defesa-patrimonio -historico'.

Deixamos claro que a nossa preocupação principal era a defesa da nossa memória-histórica, ou seja, dos nossos vários tipos de patrimônio, começando pelos prédios da área tombada. Lembramos também a necessidade de levar  em conta que o socio mais novo tem sessenta anos, o que quer dizer que ainda lembramos a cor das casas, o tempo dos paralelepipedos, a linha de ônibus Bagé, as procissões...e o silencio cortado apenas pelos toques dos sinos das igrejas do Landi.

Nossas lutas, baseadas na defesa do que dizem as leis, levaram ao reconhecimento da Civviva por parte da Câmara de Vereadores como de  Utilidade Publica para o Municipio de Belém com LEI Nº 9368 DE 23 DE ABRIL DE 2018.

As férias acabaram e no inicio do mês de setembro (10/09) tivemos um primeiro encontro com o pro Reitor (PROEX) Nelson Souza. Conversamos sobre os principais problemas da área tombada:
- poluição sonora provocada pelo: Auto do Cirio, Carnaval, fogos na saída das noivas da igreja; trios elétricos em frente a Alepa; festas santificadas, etc.
- transito de carretas;
- abandono de casarões;
- necessidade de educação patrimonial;
- distancia da UFPa do cidadão comum;
- e possibilidade de parcerias.

A distancia de um mês desse encontro outro foi feito (05/10) entre o Pro Reitor e  os responsaveis do Auto do Círio com a direção da Civviva e alguns seus associados, com a ajuda do Padre Gennaro, do Colégio do Carmo que nos cedeu o local para a reunião  .

Falamos de outras propostas para a área tombada onde poderiam nascer  museus da casa paraense; sobre a lutas politicas entre o Barata e Assunção; memoria da industria paraense entre as duas grandes guerras..

Em tal ocasião fomos informados, entre outras coisas que, duas das nossas propstas tinha tido exito:
- seria retirado o trio elétrico do trajeto do Auto do Cirio entre a Praça do Carmo e a Praça da Sé;
- o som necessário ao desfile sairia da janela das casas daquele percurso e não chegaria nem a 50 decibeis;
- que a Educação Patrimonial teria inicio dia 03 de janeiro de 2020.

Essas duas noticias nos encheram de satisfação. A nossa luta contra a poluição sonora teria inicio com a ajuda concreta da UFPa e serviria de exemplo para próximos passos.  O reconhecimento da necessidade de dar inicio imediatamente a Educação Patrimonial é o outro sucesso das nossas expectativas.

Agradecemos o interessamento do Pro Reitor Nelson Souza, mesmo com a sua disponibilidade  e a ajuda concreta do IPHAN, a poluição sonora continou.

 O NOSSO  CIRIO TERIA SIDO MELHOR, ESTE 
   ANO  SE A  PALAVRA DADA TIVESSE SIDO 
                            RESPEITADA.

P.S. - paralelamente aos nossos encontros com a UFPA, outras reuniões entre IPHAN,  FUMBEL, SECULT, SEURB, SEMMA aconteciam sobre  o mesmo argumento e também sobre a localização do palco.
A parte a retirada do trio elétrico e a substituição por peqenas caixas de som que ficarão dispostas nos postes ao longo da Rua Dr Assis, o palco, para a parte final do Auto, saírá de frente aos Palácios Antônio Lemos e MEP e irá para a frente do Fórum Cível, a poucos metros de distancia.
Um problem continuava...e o resto do percurso antes e depois da Dr.Assis? Como é que ninguem falou nada?

Somente depois é que notamos a amplitude  das nossas exigencias e do apoio que o Iphan tentou dar, mas a dificuldade de retirar a poluição sonora continou. 
Chegamos a sugerir, por questões de transparência e de seriedade, que fosse colocado por escrito e assinado por todos os participantes dessas reuniões, o que realmente se entendia por poluição sonora, em base a quais leis e como seria debelada a partir destas festividades. 


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

UM ANO ATRAS...


Sexta-feira, 31 de agosto de 2018


Voltando a carga...


A carga, negativa, é sempre a poluição sonora, mesmo se não é o único problema da Cidade Velha..

Em outubro do ano passado, exatamente dia 30 de outubro de 2017,protocolamos uma nota endereçada ao Exmo. Sr. Dr. Gilberto Valente Martins, DD. Procurador Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará. A nota em questão foi enviada imediatamente  pelo Procurador  ao Dr. Benedito Wilson Correa de Sá, 1o. Promotor de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo de Belém.

A ideia base de tal carta, era a defesa do PATRIMONIO HISTORICO DA ÁREA TOMBADA.  Nela relacionamos vários, mas não todos os problemas que temos que enfrentar no nosso dia-a-dia de moradores e/ou usuários, principalmente, do bairro da Cidade Velha.

No dia 05 de março de 2018, recebemos uma notificação do Promotor dando-nos dez dias para discriminar o que queriamos exatamente com tal nota. Por motivos alheios a nossa vontade, a resposta foi enviada em data 08 de abril com  a relação e discriminação dos problemas da área tombada:
 1- Poluição: ambiental, visual e sonora
2- Estacionamento em praças e calçadas;
3- Transito: carretas, onibus e vans ;
4- Algazarra no entorno de locais noturnos ;
5- Moradores de rua;
6- Falta de sinalização relativa a Código do Transito;
7- Palacete Pinho.

Em data 19 junho o Promotor enviava ao Senhor Prefeito, DEMA, SEMOB, copia da nossa do dia 08 de abril,  solicitando, no prazo de vinte dias, a adoção de medidas necessária, afim de apurar e coibir os problemas denunciados   " informando esta Promotoria de Justiça  tudo o que ocorrer no prazo acima descrito". Ao Procurador-chefe do MPF,Alan Rogerio Mansur Filho, também foi enviada a mesma  nota para as providências relativas ao Palacete Pinho.

Cumpridas as expedições acima, nos notificaram e ficou determinado,  que, "Após, arquive-se a presente noticia de fato." Como'arquive-se'? E os resultados de tudo isso quando/como iriamos tomar conhecimento? Através de algum Portal da  Transparência?

Sem novidade alguma, um mes depois procuramos o Dr. Benedito Wilson para ter  noticias do que tinha acontecido após a 'arquivação' pois praticamente nada tinha mudado no bairro. Ele não se encontrava no seu gabinete; conversamos com seu assessor e pedimos, em base a lei da Transparência, de ser informados das providências tomadas pelos orgãos que receberam a nota da Promotoria.

Mais de um mes se passou de tal encontro e continuamos sem receber nenhuma noticia sobre o que expusemos em outubro do ano passado. Vista a aproximação do Cirio e dos eventos paralelos, decidimos, então, ir conversar com o Dr, Eloy do DPA e depois com Dr. Pio Neto na Semma.
.

Nada a acrescentar...  nem verbalmente, nem por escrito, somente que é deprimente, desolador mesmo, lutar baseando-se em  convicções democráticas onde quase todos  as ignoram.

PS1- Dois dias depois dessa nota aconteceu a primeira intimidação ... https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2018/09/intimidacoes.html

PS2: passou-se um ano e fomos até a Ouvidoria... pior ideia não podiamos ter tido. Saimos de la humilhados e ofendidos por alguem que entrou com um revolver na cintura... bem em vista.

PS3: evitar a presença da Civvva nas reuniões é demonstrar que nossos argumentos são imbativeis.

PS4: entendo perfeitamente porque o Olavo vai para Portugal.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

CONFLITO DE VIZINHANÇA EM BELÉM


de Antonio Carlos Lobo Soares *


    Olavo mora no centro de Belém do Pará, onde os ônibus circulam em corredor e as motocicletas entre os carros, sem respeitar a sinalização. Reside no 9º andar de um prédio, onde todos os dias, à tarde, divide com a esposa uma tigela de açaí na sacada.

    O casal adora apreciar o movimento nas calçadas, na rua e nos quintais ao entardecer. Da sacada eles perceberam que o som se propaga com mais velocidade no clima quente e úmido, sobe e alcança com facilidade os andares superiores. Em certas horas do dia parece que os veículos estão dentro do apartamento.

    Consequência desse efeito sonoro, o casal coleta assinaturas para acionar o juizado de crimes ambientais, contra um bar na esquina do quarteirão. Embora o CONAMA limite o nível sonoro máximo noturno em 50dB (decibéis), o bar ultrapassa em muito este nível. Usa mesas na calçada e um sistema de som, ligado a televisores e a um palco no interior, perceptível no 9º andar, em especial na hora em que a família vai dormir.

Por volta de 23h, bate o desespero no casal! Com a redução do tráfego, o bairro experimenta um silêncio agradável, adequado a um bom sono, reparador e garantido por Lei que, no entanto, lhes é roubado pelo tal bar. Nos dias de jogo, então, nem se fala! Às 24h recebe um DJ e vira discoteca, com luzes coloridas, som alto, dança e muitos gritos.

    O casal já cansou de reclamar da situação ao Disque Silêncio. A última resposta recebida foi que o único veículo de plantão em Belém estava em Icoaraci e demoraria uma hora para retornar. Desistiram de ligar para o 190 e o 181, por terem visto, algumas vezes, o carro de polícia na porta do bar e nada acontecer.

    Na madrugada de um domingo, o silêncio foi quebrado com o choro da primogênita Luíza e o casal, assustado, foi até a sacada ver do que se tratava. Era uma briga generalizada no bar, com gritos, sons de garrafas a quebrar e do arranque dos carros dos clientes a deixar o local.

    Olavo havia prometido não parar de cobrar das autoridades o cumprimento das Leis e a proteção dos cidadãos que precisam de um sono reparador. Entretanto, comunica que acaba de inaugurar outro bar, na esquina diagonal e similar ao primeiro aqui descrito. Diante dessa novidade e cansado de não ver prosperar a ordem em Belém, ele nos informa que vai se mudar com a família para Portugal!

    E você! Vai modificar esta situação ou também vai se mudar para Portugal?   

* Arquiteto PhD, Museólogo e Artista Plástico,
Tecnologista Sênior do Museu Goeldi.

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O que ele relatou se repete sempre comigo e com outros. A desilusão maior é, porém, ver as leis existentes, não serem usadas para ajudar o cidadão. É o desinteresse de tantos, que podem fazer algo e em vez, lavam as mãos. É deixar andar a nossa democracia pelo ralo...em troca de que?
Napraça do Carmo isso é visivel
- o boteco começa e acaba seus momento musicais, quando bem entende;
- os decibeis superam de  muito quanto previsto pelo CONAMA;
- mesmo se "calçada é para pedestres" eles usam como bem entendem;
Se alguem autoriza esses desmandos, não esta respeitando as leis. O cidadão perde mas quem autoriza o faz por que?

Os abusos continuam pela noite afora e, depois de ter telefonado para o 190, e não acontece nada; para o  181, e, idem; recolhes assinaturas; fazes fotos e pões no twiter...  perdes o sono e a paciência em troca  de nada, so de abusos.

Quando bate as 23h ou uma da manhã (no caso de batuques) no auge do desespero, escrevo ao Prefeito, a chefa da Guarda Municipal, a Procuradores e Promotores do MPE citando as leis ignoradas... e o barulho continua. Não passa viatura de nenhum tipo.
Isso até poderia ser demonstrado diversamente se as cameras do CIOP funcionassem sempre...

Acreditas na democracia e tentas todos os passos, sem resultados permanentes e concretos.  É dificil enfrentar quem tem por principio não respeitar as leis... Esse não é um democrata... e continuas a ver  todo tipo de abuso enquanto as camaras do CIOP desligadas, evitam de ajudar a descobrir quem da cobertura  para os desonestos de plantão que destroem nosso patrimonio estacionando onde não devem,, ex. calçadas de liós e grama da s praças... Isso desde 2016.

Cadê fiscalização?  cadê multas; cadê sanções inclusive aos orgãos publicos que dão péssimos exemplos....e vemos.  E as intimidações descaradas? E a falta de respeito com os cidadãos?  https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2019/04/e-quando-os-edificios-nao-caem.html

Essa juventude que ocupa os orgãos publicos, hoje,  que nem sabe que memória defender, ainda é capaz de estacionar na grama de praças tombadas nos fins de semana. Demonstram seguir a caravana...e, claramente, sem  conhecer nenhuma lei, continuam defendendo seu emprego sem tanto merecimento.

Que cidadania estamos incentivando? Que exemplo damos? Como se sente o cidadão frente a tanto desrespeito por parte da administração...??? Nem todas as pessoas  tem vontade e coragem de defender seus direitos e quando alguem o faz descobre essa triste realidade
https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2019/09/um-ano-atras.html

Mais um que acreditava na democracia, se vai, e é uma pena.

domingo, 15 de setembro de 2019

MAS QUEM REALMENTE GOVERNA BELEM?


Há anos se repetem as reclamações relativamente a poluição sonora e estacionamentos em calçadas e praças da área tombada da Cidade Velha. Essas são algumas das reclamações que fazemos.  Apesar da insistência, não vemos esses problemas serem resolvido.









Mais uma vez nestes dois últimos fins de semana, vimos a Praça do Carmo ser usada como estacionamento dos veículos dos clientes que chegam depois das 23h para se divertirem. Os que chegaram mais cedo já ocuparam as vagas nas calçadas de liós na Dr. Assis, no entorno da sede da PM...e nas outras ruas também.
Descobrimos a existência de duas câmaras da CIOP, que, dizem, só funcionam no período do Círio...como se  o resto do ano os delinquentes não frequentassem essa área. Se  elas funcionassem, poderíamos descobrir quem são os flanelinhas e se, como dizem as más línguas, são realmente funcionários públicos. Descobririamos, quando vem a SEMOB fazer seu dever, quantas multas são feitas e quem são os destruidores do patrimonio... Saberiamos de quem pretender os danos que provocam no nosso patrimonio. (LOMB Art 228 § 5º. As pessoas que provocarem danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidas, na forma da lei.)






Esse desinteresse pela defesa do nosso patrimonio histórico sempre existiu. Leis modificadas com decretos, ou leis ordinárias modificando os decibéis estabelecidos por normas nacionais, estão ai dando sopa. Como é que  ninguém toma providencias? Como é que ninguém nota isso?

Na verdade o MPE até que tenta, mas, depois de transmitir a GM, SEURB, SECON, SEMOB e outros órgãos as reclamações,  arquiva as cartas sem fazer nenhuma fiscalização sobre os resultados. Na maior parte das vezes fazem os meros ‘passa-cartas’, sem algum sentido concreto. Resultado, nada vemos acontecer para mudar a realidade, salvo rarissimas exceções. Porém, se não podemos contar com a eficácia dos órgãos que tem atribuições para tal??? Para onde correr?



A quem deve recorrer, então, o cidadão, quando precisa que sejam tomadas  providências? A omissão é geral. Quando notas os estragos causados ao patrimonio, a quem recorrer? Quando pedes ajuda contra a poluição sonora a PM e ouves como resposta: “ Se alguém for registrar a ocorrência junto com a guarnição da PM podemos proceder. Caso contrário teríamos que ter o equipamento. Ou então alguém acionar a DEMA”. “Sem vítima ou aparelho para medir não há registro da  ocorrência”.

Cansamos de ouvir a Dema responder que não tem gasolina, ou, ao ouvir que chamamos da Cidade Velha, responderem que estão na Cidade Nova... Outro orgão que passa a ser ignorado por muitos.

Como pode o cidadão acreditar que existe um governo da cidade, depois de cansar de ouvir essas respostas? Muitos param de insistir e começam a desacreditar na administração publica. Estamos acostumados a ouvir, nas audiências públicas, que falta mão de obra nos órgãos públicos....e  o fato do Prefeito ter cortado as horas extras, recentemente, então...so piora a nossa realidade.

A Amigocracia, porém, funciona para quem utiliza a estrada, não democrática, dos ‘vivos e espertos’, que encurtam as vias legais pedindo socorro a amigos potentes. Tem cidadãos, porém que acreditam que é melhor usar as vias legais...

Honestamente, um Portal da Transparencia sobre o Patrimônio, já seria de grande ajuda.  Poderiamos descobrir:
-para que servem tantos Conselhos do Patrimonio e quem representa a comunidade segundo determina a LOMB (art. 136 Parágrafo Único)
- através do pagamento das multas, quem destroi o patrimonio; 
-se o retro da igreja de S. João, obra prima do Landi não é entorno, ambiência ou vizinhança destinada à proteção da unidade arquitetônica... então permita-se o grafitismo nas suas paredes??? ( art 229 da LOMB); 
- e quais orgãos respondem as nossas cartas dentro dos trinta dias previstos em lei?

        Quanto dista, ainda,  a nossa realidade
                          da civilidade ?

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Encontro Civviva/UFPa


A Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará, através do Pró-Reitor dr. Nélson Souza, recebeu na manhã de hoje (10.09.2019) parte da diretoria da Associação Cidade Velha Cidade Viva-Cvviva (presidente sra. Dulce Rocque, vice-presidente sr. Pedro Paulo dos Santos, e a secretaria  sra. Glória Dias de Sousa), em uma reunião para tratar de assuntos do interesse comum.

No horário marcado o dr. Nélson Souza nos recebeu em sua sala, ocasião em que expusemos, em breve histórico, os objetivos e as ações da Civviva. Em seguida, abordamos o caso específico do Auto do Círio, ressaltando a importância e beleza do evento, já plenamente integrado ao conjunto de elementos tradicionais da Festividade do Círio de Nazaré.

Lembramos de nossos empenhos, em anos anteriores, em chamar a atenção para algumas implicações negativas do evento, como a inconveniência do volume de som verificado naquelas ocasiões, em que as legislações relativas à resguardo do patrimônio cultural e ao combate à poluição sonora, vinham sendo solenemente ignoradas e desobedecidas, assim como, da poluição ambiental causada pelo grande volume de resíduos sólidos e urina gerados por grande parte da multidão que comparece ao evento, todos os anos.

Acenamos a necessidade de educação patrimonial nas escolas e da introdução de materias relativas ao Direito nas faculdades que não formam advogados, possivelmente a partir do primeiro ano. A poluição sonora, porém dominou a conversa, pois acontece,em formas diversas, diariamente na área tombada da Cidade Velha.

Dr. Nélson nos ouviu atentamente, e expressou sua concordância com nossas manifestações. Nos informou que, desde que assumiu a Pró-Reitoria de Extensão, e tomou conhecimento do tema, providenciou alguns ajustes nos preparativos do Auto do Círio, que já amenizaram parcialmente as implicações inconvenientes. E comprometeu-se em promover outras reuniões com a Civviva, visando buscar formas viáveis de solução dos impasses, de forma a que o Auto do Círio continue emprestando seu particular brilho à Festividade do Círio de Nazaré, sem que provoque danos ao patrimônio cultural de Belém e inconvenientes à população dos sítios por onde flui o cortejo, e adjacências.

Na ocasião, dr. Nélson Sousa anunciou sua intenção, enquanto Pró-Reitor de Extensão da UFPA, em ampliar doravante os contatos com a Civviva, objetivando uma diversificação de ações conjuntas no segmento de preservação do patrimônio cultural, histórico e artístico de Belém.

Foi um encontro que se apresentou como o prenúncio de uma futura parceria bastante promissora para a Civviva. Esperamos que, de fato, se consolide como realidade.

Belém (PA), 10.09.2019

Pedro Paulo dos Santos
Vice Presidente Civviva