terça-feira, 24 de maio de 2016

Os 300 anos de Belém


Uma historia que se repete.

Cem anos atrás, mais precisamente em 1915, Belém se preparava para festejar seus 300 anos. A celebração teria inicio em fins de dezembro e terminaria no começo de 1916. Um Comitê Patriótico foi criado para organizar o evento e, este, nomeou uma Comissão Literária. Um edital tinha sido feito em 15 de abril de 1915, em Belém, abrindo concorrência para a elaboração de um livro sobre a Fundação da cidade.

O presidente do Comitê, Dr. Ignacio Batista de Moura, após informar-se com amigos,  escolheu o historiador maranhense Prof. José Ribeiro do Amaral, autor inclusive do livro “Fundação do Maranhão” em 1911,  para tal feito.  No dia 2 de julho de 1915, escreve remetendo-lhe o edital e pedindo-lhe para elaborar “uma detalhada memória histórica sobre  a jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco do porto do Maranhão para a fundação de Belém (1615-1616)”. Será que ninguem respondeu ao edital?

O trabalho foi feito com toda a cura e atenção. Todas as clausulas do referido edital  foram religiosamente observadas e em data 8 de dezembro de 1915 o autor enviou à Comissão Literária Julgadora sua obra.

Já se vislumbrava o fim do ciclo da borracha; a entrada em rápido declínio da economia amazônica se via em todos os setores. A Primeira guerra mundial,  já em ato na Europa, não melhorava a situação econômica da Amazonia...

Os anos passaram e o manuscrito de José Ribeiro do Amaral, continuou inédito. A copia existente na Biblioteca Municipal de S. Luis ficou guardada até 1951, quando foi entregue a família. Depois da morte do autor a viúva presenteou a José Sarney. 

Somente em 2004 foi editado pelo Senado Federal, volume 31 "Fundação de Belém do Pará – Jornada de Francisco Caldeira de Castelo Branco em 1616". Será que vai acontecer o mesmo com os de agora???

Que fim levou a copia do manuscrito enviada a Belém e por que não foi publicado, não cheguei a descobrir. Quem sabe a  crise resultante da guerra e da perda do monopólio da borracha foram os motivos da não publicação? 

Nestes 400 anos não foi diferente.  Uma crise,  também, dizem ser a causa do pouco ou nada do que foi programado ter sido feito. 

As dificuldades parecem se repetir por ocasião dos centenários de Belém, so que desta vez, não vimos editais para livros. 

Mas quanto azar trazem esses centenários !!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Audiência Publica da OAB


A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, através de sua Comissão de Arte e Cultura realizará dia 05 de maio uma AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre Política de Valorização e Restauração do Patrimônio Público de Belém.  Discutir a situação do nosso patrimônio histórico-cultural é uma ideia louvável e, em particular, ao menos todos os frequentadores do Centro Historico deveriam participar.

Enquanto escrevo, ouço barulho que me parecia de fogos de artificio. Um atras do outros, uns seis tiros e mais dois, depois de um breve intervalo. No chão uma pessoa morta, jovem, de nome Mister.
Começaram a gritar e de todos os cantos da Praça correu gente. A PM chegou; os gritos pararam e as pessoas voltaram a trabalhar....dizendo que ele ja estava marcado para morrer. A ambulância chegou mas foi-se embora sem o corpo.
Agora são 13,30 horas. Esta área tombada precisa mesmo de uma boa Politica de Valorização.

Daqui a pouco, na OAB, vão discutir o problema da defesa do nosso patrimônio histórico. Durante dois dias se falará desse argumento e o fato acima citado deveria dar  mais "vigor" ao debate.No meio tempo, porém, e na calada da noite, decisões são tomadas sobre os bairros tombados, sem que as Associações dos moradores sejam interpeladas e nem os moradores não associados... Algumas dessas reuniões foram feitas até em salões da igreja da Sé, cujos resultados/decisões ninguem foi informado (e viva a lei da transparência), nem os jornais tomaram conhecimento..

Esses orgãos que ignoram as Associações legalmente constituidas, devem ter pavor dos seus inscritos, porque são aqueles  moradores que querem, mais do que ajudar amigos favorecendo a abertura de bares em todo canto e/ou substituindo lojas que servem os ribeirinhos das 39 ilhas que circundam Belém, querem, em vez, apenas, salvaguardar nossa memoria histórica. As vêzes, esses orgãos se preocupam mais com problemas de turismo que de defesa do patrimonio; de restauro dos bens que devem cuidar.
Esses benfeitores que querem modificar a área histórica de Belém, criando corredores de bares, se lembram dos moradores? Vão cuidar da segurança dos bairros e de seus transeuntes? Vão mandar tirar aquelas bruturas que a Celpa colocou nos muros de casas tombadas e nunca retirou? Vão consertar as calçadas de liós para os turistas (??????, não os velhos moradores) poderem caminhar sem ter que usar o leito da rua? Alias, vão defender as calçadas de lios, também tombadas, para não continuarem a servir de estacionamento para funcionarios e frequentadores dos Tribunais, Ministerio Público, Alepa, Prefeitura etc. além dos comerciantes. E os estacionamentos? Quem lembra dessa necessidade ao autorizar uma atividade nova no Centro Historico? E o transito veicular? Vão propor algo para modificar a poluição que provocam? E as nossas praças. vão parar de servir de dormitório?
A tranquilidade da população residente é algo ignorado totalmente. A poluição sonora, que não somente provoca trepidação, mas doenças também, é argumento desconhecido ao autorizar atividades no centro historico tombado. A lei impede a localização de atividades que produzam sons excessivos ou ruidos incômodos, em zona de silêncio. Vão providenciar fiscalização? Isso é uma coisa que não vemos acontecer.

Temos que perguntar se toda essa gente que se interessa pelo nosso patrimonio é daqui, porque a memoria deles não coincide com a nossa. Quem tem idade sabe que as nossas casas nunca tiveram cores fortes. Como é que agora vemos casas com cores fortissimas no Centro Historico? Será mérito somente da "Coral" ou tem o dedo de quem não é daqui, e portanto, defende uma "memória colorida"? 

Gozado, a preocupação com o turismo (e com os interesses de amigos) leva a esquecer as leis que falam de "salvaguarda, defesa, proteção, preservação..." etc., do nosso patrimonio historico; da necessidade de tranquilidade da população,  e também da contribuição que (as associações de) moradores podem dar, e fica tudo por isso mesmo, enquanto nossa memória histórica se esvai entre mesinhas de bar colocadas em local previsto para uso de pedestres.

Diante de tal realidade, os moradores da área tombada de Belém e seu entorno gostariam,antes de tudo, de serem  lembrados por quem faz essa politica de valorização, como gente, como cidadãos e não estátuas, sem direito a palavra.  As Associações de moradores existentes nessa área (a da Cidade Velha e a da Campina) deveriam ser parte integrante das comissões municipais e participar das reuniões onde se decide, verdadeiramente o destino desses bairros. São elas que conhecem a realidade do bairro, seus problemas, suas necessidades, por isso é necessária a presença de representantes das Associações e não somente a presença de simples moradores que representam a si mesmo, somente.

A falta de regulamentação, total, seja do Código de Postura, que do Plano Diretor, ja demonstram o total   desinteresse pela salvaguarda do nosso patrimônio. Problemas tem vários: segurança; poluição sonora e ambiental; uso das calçadas; excesso de veiculo de mais de 4 toneladas;falta de fiscalização; carnaval a moda paraense; defesa da nossa memoria historica e não a do Pelourinho; bocas de fumo; gente que dorme na rua e a usa como banheiro, também; cones defendendo espaço para estacionamento,.. enfim, argumentos não faltam.  Tomara, portanto, que se discuta nesses dois dias, uma verdadeira Politica de Valorização do Patrimônio, levando em consideração essa realidade.
Bom trabalho.


sábado, 30 de abril de 2016

A FESTA DO RECONHECIMENTO 2016


Socias da Civviva, Gloria, Dulce e Jacira, com os 'azulejos' simbolo da Associação Cidade Velha Cidade Viva.

A pianista  Leandra Vital e a contralto Gabriella Florenzano, entretendo maravilhosamente com musicas do Maestro Isoca e Waldemar Henrique, os presentes.


O Prof, Carlos Alberto Zacca contando a historia de vida de Carlos Rocque e a presidente da Civviva.


Os homenageados: Marcos André, Taina Marajoara e Celso Roberto coma -presidente da Civviva.

Os homenageados e os padrinhos Goretti Tavares, Fabio Sicilia e Dulce Rosa Rocque apos o recebimento da homenagem..


A familia Rocque: filhas, genros, neta e a viuva de Carlos Rocque; a cunhada com o marido e o amigo membro da Academia de Letras de Curuçá, Paulo Henrique que "senta" na cadeira que homenageia Carlos Rocque.


O coquetel oferecido por Fabio Sicilia e feito pela Iacitata, era constituido de alimentos regionais: feijaozinho de Santarem; farofa de aviú; piquiá com farinha amarela; pupnha com doce de cupuaçú apimentado; queijo do marajo e sucos de tapereba e goiaba. Tudo produzido sem agrotóxicos.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril



Vamos voltar atrás a pouc mais de 70 anos, a 1945: a 2ª.  Guerra Mundial estava acabando.  Os brasileiros, os nossos Pracinhas, estavam no Apenino Tosco-Emiliano defendendo a Italia do fascismo; lutando contra os nazistas que ainda estavam dando trabalho às “forças aliadas”. Hoje, lá, estão festejando o dia da Liberação.

Homenagem aos ‘nossos pracinhas’ nós não fazemos, mas nessa área montanhosa entre Bolonha e Modena, todas as crianças sabem cantar, ao menos, “mamãe eu quero”. E quando desfilam pelas ruas festejando o Dia da Liberação da Italia do fascismo, dia 25 de abril,  essa é uma das canções que cantam para lembrar aqueles que as defenderam do fascismo.

A presença dos ‘nossos pracinhas’ nessa área de guerra foi fundamental. Foram exatamente 25.334 brasileiros mobilizados para o conflito, dos quais 15.069 combateram. As duas batalhas mais importantes, aquela de Monte Castelo, entre as montanhas bolonhesas, e aquela da entrada de Montese, na província de Modena, constituiram - não sòmente para os brasileiros- o ultimo e decisivo combate entre tropas aliadas e o exército nazista.

 Terminada a guerra, o balanço foi: 239 dias de batalha - de 6 de setembro de 1944 até dia 2 de maio de 1945-; 457 mortos e desaparecidos em combate, 16 dispersos, cêrca de 2.720 feridos e 38 prisioneiros de guerra. Em compensação, porém, fizeram 20.573 prisioneiros de guerra e prenderam 80 canhões de diferentes calibres, 1.500 viaturas e 4.000 cavalos.

A FEB travou combate com treze grandes unidades inimigas (tres fascistas -Divisão Italia, Divisão Monte Rosa e Divisão San Marco- e dez divisões alemãs). A FAB, em vez, naqueles poucos dias fez 1.738 vôos sôbre territórios inimigos (Passo Brenner e sul da Austria, principalmente), 445 missões e 2.456 decolagens para ofensivas.

Os pracinhas com a "cobra fumando" passaram por aldeias que nem se encontram nos mapas, como: Ca Berna, Madona dell'Acero, Montilocco, Mazzancana, Ca d'Orsino, Ronchi di Sopra, Bombiana, Guanella, Vidiciatico, Cravullo, Castellaccio, Montaurigola, Gaiano, etc e atravessaram cidadezinhas como Lizzano in Belvedere, Gaggio Montano, Marano, Sassuolo, Vignola, S. Ilario d'Enza, Montecchio, Neviano, etc. Os habitantes daqueles lugares, naquele tempo, agradeciam como podiam, e ofereciam... ovos, unico alimento que tinham a disposição.

Em ordem, as vitórias da FEB foram: Camaiore no dia 18/09/1944, Monte Prano dia 26/09, Monte Castelo dia 21/02/1945, Castelnuovo dia 05/03, Montese dia 14/04, Zocca dia 20/04, Collecchio dia 26/04, Fornovo dia 28/04 e, prosseguindo para Turim, ocuparam Alessandria. Dia 29 de abril foi dado o ultimo tiro pelos pracinhas da FEB. Seguem depois para Susa, ja libertada, onde estabelecem contacto com os franceses: dia 18 de Julho de 1945, o navio Gal. Meigs os trás de volta ao Rio de Janeiro.


Monumento aos Pracinhas em Monte Castelo

Em clima de festa, todos os anos em Montese, única cidade no mundo a ter vários espaços dedicados ao Brasil (uma praça, uma rua, dois monumentos e uma sala do Museu Histórico), chegam brasileiros para partecipar das comemorações relativas à liberação. Hoje, aquele povo, não oferece mais ovos e sim hospitalidade... mas esta è outra história.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

A ex trav. da Vigia

Antes do tombamento da Cidade Velha se conseguia ver a ilha das Onças, a causa da altura da construção na beira do rio,que ficava na travessa Felix Rocque, ex da Vigia.
Esta era uma das tres ruas que davam para o rio, entre a Pça da Sé e a do Carmo.

  Um belo dia a casa de canto da Siqueira Mendes foi vendida e autorizaram uma obra no terreno que chegava até a beira do rio. Imediatamente a rua foi fechada com um cancelo  e ninguem sabia que estavam construindo algo de concreto na beira do rio... Quando descobrimos, reclamamos, mas a  construção continuou e se alargou, crescendo até cobrir a visão que se tinha da Ilha das Onças. 

                                               
 Vários embargos foram feitos, mas a construção continuava a crescer e não se chegava a uma conclusão sobre a largura do terreno e da rua.

Em abril de 2016, assim encontramos a rua e o pouco que se vê do rio e da ilha..
   As vezes ganhamos batalhas e guerras, mas so no papel...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

RECONHECIMENTO CARLOS ROCQUE 2016 (2)


Dia 28 de abril, Carlos Rocque faria aniversario se estivesse vivo.  Nós o festejaremos reconhecendo o "trabalho" de  “ILUSTRES DESCONHECIDOS” que usam o seu tempo livre para nos deixar algo sobre nosso patrimônio, sobre nossa história, nossos rios, enfim, sobre o que é nosso.

Este ano, além de Tainá Marajoara,  os homenageados são: Celso Roberto Abreu e Marcos André Costaque com suas fotos nos permitem ver até detalhes do nosso entorno que, sozinhos, não os descobririamos.



CELSO ROBERTO DE ABREU SILVA, paraense, graduado em administração (Universidade Federal do Pará), com especialização em Educação Ambiental no Núcleo de Meio Ambiente da UFPa., e Gestão Pública pelos NAEA – Núcleo de Altos Estudos Amazônico, servidor público estadual. Iniciou sua vida de fotógrafo, na Fundação Curro Velho há 15 anos atrás aproximadamente. Participou de vários cursos nesta área indo desde a iniciação a fotográfica; preto e branco; laboratório de revelação; criação de 
paspartur; colagem de fotografia e realização de pequenos retoques. Participou dos Projetos Lendas Amazônicas e Identidade Ribeirinha realizados pela própria Fundação.

Por conta de suas fotos tem publicação em blogs, livros, revistas. Trabalhos acadêmicos  inclusive de nível  internacional  sobre as obras do Arquiteto Antônio Landi na cidade de Belém.

Participou de várias exposições fotográficas como a realizada no Palácio Antônio Lemos promovida pelo Governo do Estado; Banco da Amazônia; Espaço Cultural e Espaço Gastronômico Dona Dica; Tribunal Regional do Trabalho e duas vezes no Centro Cultural do Carmo.

Marcos André Costa, quando não está fotografando  o Roteiro Geo-Turístico (projeto de extensão da UFPA) é:
- Especialista em Planejamento e Gestão do Turismo e do Lazer (NAEA / UFPA);
- Bacharel em Turismo (UFPA);
- Coralista do Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz, regido pelo Maestro Vanildo Monteiro e do Coro Carlos Gomes, regido pela Maestrina Maria Antônia Jimenez.

A entrega do Reconhecimento Carlos Rocque se realizará dia 28 de abril, a partir das 19,30 h, na sede do Centro Cultural do Carmo, na Pça do Carmo no 48.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

RECONHECIMENTO CARLOS ROCQUE 2016 (1)


Este ano também serão entregue tres reconhecimentos a cidadãos que defendem nosso patrimônio em algum modo, sem terem nenhuma obrigação formal.

A escolha, cai, principalmente em fotografos que, gratuitmente,  nos mostram coisas belas e não do nosso patrimônio  historico-artistico-ambiental. Este ano  é a vez de Celso Roberto e Marcos André, mas tivemos,  também, um blog: Gente de Belém feito para paraenses apaixonados por Belém; um bloco de carnaval da Cidade Velha Xibé da Galera que respeita nossa memoria historica; um advogado-pintor e desta vez uma jovem lutadora/defensora da nossa Cultura alimentar.

Taina Marajoara  é uma liderança jovem do povo originário arua-marajoara que fez da cultura alimentar amazônica uma luta por alcance de direitos e novos paradigmas acadêmicos ao questionar sobre impingir caráter subalterno aos conhecimentos tradicionais frente ao conhecimento científico. Porque a Medusa é intelectual e a mulher que vira porca é uma lenda risível? .... fez de sua cultura milenar marajoara pilar para produções afirmativas e degraus democráticos. 

Em 2008, iniciou o projeto CATA – Cultura Alimentar Tradicional Amazônica, com recolhas de narrativas sobre as relações simbólicas amazônicas em torno do alimento, em uma inovadora pesquisa sobre a cultura alimentar tradicional, a qual colocou no espaço público de conferências de políticas públicas como base de argumento para alcance de direitos civis, defesa da biodiversidade, e para o reconhecimento oficial da comida como cultura no Brasil e aprovação na III Conferência Nacional de Cultura da formação do Setorial de Cultura Alimentar, no Ministério da Cultura, em 2013 a partir da aprovação da moção 094;  e logo em seguida, o Plano Nacional de Cultura conforme a Portaria n22, do dia 22 de março de 2014.

A partir de 2010, o desdobramento do projeto CATA para produção de conteúdo e inserção de conhecimento tradicional no campo científico, a pesquisa da Receita de Porco a Mulher que Vira Porca sobre as relações dos encantados com o alimento tornou a fundadora do Instituto Iacitatá, Tainá Marajoara, pesquisadora membro do Núcleo de Estudos em História Oral da USP, e mais tarde, junto a importantes intelectuais da alimentação, fundadora do NUSEC – Nutrição, Saúde, Economia e Cultura da USP.

Suas ações recebem reconhecimento internacional desde 2013, quando foi agraciada com a Honra ao Mérito por el Conocimiento Humanitario de La Cátedra Cayetano Redondo, Venezuela; é membro da LASA – Latin American Studies Association e da IFACCA – International Federation of Arts and Cultura Council.  Em 2104, participou a convite da IFACCA, do 6º World Art Summit 2014 (Cúpula Mundial de Cultura e Arte para a agenda 2015 da Organização das Nações Unidas - ONU) como única instituição representante da Amazônia e Sociedade Civil do Brasil como convidada devido ao projeto CATA - Cultura Alimentar Tradicional Amazônica ser considerado uma proposta inovadora para o desenvolvimento social a partir da cultura.  E, ainda, do Congresso Iberoamericano de Cultura – Cultura Viva (Costa Rica) como uma experiência intelectual e cultural de base comunitária bem sucedida; A experiência exitosa de produção de conteúdo e impactos socioculturais e ambientais positivos foram apresentados no primeiro painel a pautar a Cultura Alimentar na Associação Mundial de História, Universidade de Barcelona, 2014.  O Projeto CATA também foi apresentado durante o encontro internacional do movimento Slow Food, o Terra Madre – Itália, com a participação do mestre Vavá do Mingau.E, em 2015, veio o convite para participar de pesquisas no Rockfeller Institut da Universidade de Harvard.

Outro ponto importante da sua luta é a promoção do encurtamento de cadeias, aproximando produtor de consumidor, eliminando o atravessador e contribuindo para que o produtor receba preço justo e passe a conhecer sobre a comercialização. Promove feiras agroecológicas, troca de sementes e comercialização de mudas orgânica, e grupos de consumo agroecológicos, sempre ligados a movimentos sociais culturais e ambientais e ao campesinato, dando prioridade a alimentos em extinção e áreas de conflitos, para que as comunidades possam se manter.


O evento acontecerá dia 28 de abril as 19,30 horas, na sede do Centro Cultural do Carmo, na Praça do Carmo, 50.
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