segunda-feira, 17 de agosto de 2026

QUEM HA DE TOMAR PROVIDÊNCIAS?

 

SOCORRO... acabamos de ler esta frase quanto ao entorno do Teatro da Paz: “A Praça da República faz parte de todo o conjunto tombado pela UNESCO que não contempla apenas o Teatro ... mas todo seu entorno”.

Tal afirmação feita em relação aquele pequeno anfiteatro existente perto da área onde fazem a feira de artesanatos  dia de domingo, ja nos preocupou e imediatamente nos perguntamos; mas aqui em Belém, quem sabe como cuidar, ou o que se pode fazer numa área tombada?

A Cidade Velha é um exemplo de abandono. Uma coleção de abusos. Uma vergonha revoltante é ver os eventos autorizados, por quem ignora as leis, sabe-se lá com quê motivações...? E o povo que se acha defensor da nossa memória histórica, está lá presente, ajudando a destruir o que é tombado.

De fato a área do entorno imediato ao teatro, que inclui a Praça da República, faz parte da zona nuclear (core zone) reconhecida e tombada pela UNESCO em julho de 2026 junto com o Theatro da Paz na candidatura conjunta dos "Teatros da Amazônia".

Acontece que a trepidação provocada por eventos ruidosos autorizados no entorno dos bens tombados, deveria ser motivo de providências bem mais sérias, principlmente no  confronto do Prefeito e seus colaboradores visto que, além de desrespeitarem as leis, se tornam coniventes com os danos provocados, inclusive a bens privados...

Os ruídos na época do Círio de Nazaré, ou das outras festas religiosas, autorizadas em frente as igrejas do Landi, também tombadas, mesmo se por outros órgãos, SÃO UMA VERDADEIRA OBRA-PRIMA DE FALTA DE RESPEITO AO PATRIMÔNIO E AS LEIS QUE DEVERIAM DEFENDER.

Mas, quantos funcionários que são remunerados pelo erário público, para cuidar do  patrimônio histórico e ambiental, respeitam as leis? Para aplicá-las é necessário conhecê-las, e também reconhecer o sentido e efeitos de palavras quais: salvaguarda, defesa e proteção.

Quantos “defensores” do nosso  patrimônio histórico se preocuparam quando o Auto do Cirio  começou a desrespeitar o Código de Postura no seu artigo 81? Quem autorizou, em qual lei se baseou?

O decibelímetro, aquele instrumento usado para medir o nível de pressão sonora (volume ou intensidade do som) em um ambiente, expressando o resultado em decibéis (dB), é algo totalmente ignorado, por aqui. Deveria ser rotineiramente utilizado para controle de poluição sonora, segurança do trabalho e perícias acústicas, mas isso não resulta acontecer em Belém.

Aliás, quantos desses aparelhos temos em Belém, em função, nas entidades que deveriam usá-los? Será que usaram alguma vez quando o Arraial do Pavulagem se apresenta na porta do Teatro da Paz?

A trepidação, qualquer que seja a sua fonte, resulta ser um dos motivos letais que, sub-repticiamente, agindo de modo escondido, disfarçado ou furtivo, sem chamar a atenção imediatamente, causam vibrações excessivas as quais  provocam cumulativos danos graves, seja à saúde humana (distúrbios vasculares e musculares, e outras doenças), que em estruturas civis (gerando trincas e fissuras, que tendem ao colapso).

O CONAMA dividiu as cidades em seis áreas, e estipulou valores em decibéis para ambientes externos, que jamais deveriam ser superados, pois considerados prejudiciais à saúde, e ao sossego público. Infelizmente,  a norma não levou em consideração as áreas tombadas, mas valem para ambientes como: hospitais, escolas, bibliotecas, residências, restaurantes, igrejas, templos, locais para esporte e de circulação. Quem os aplica, porém, aqui entre nós? e quem mora nessas áreas suporta sozinho os danos provocados  na  propriedade alheia, por tal incompetencia.

Relativamente a defesa da nossa memória histórica, bem que o Plano Diretor, poderia preencher as lacunas que vemos na legislação, no momento de tomar conhecimento dos tombamentos... A superficilidade abunda, porém... A quanto tempo deve ser atualizado?

Ele não serviria para garantir o futuro equilibrado do município, prevenir riscos, proteger o meio  ambiente? Com a participação/ajuda dos moradores, como previsto na Constituição,  as prioridades viriam à tona com mais precisão, inclusive os problemas relativos a defesa do nosso patrimônio histórico. E numa proposta de atualização do PD comentada na midia  ainda tinha escrito: não vale para a area tombada...

A  nota https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2026/07/as-exigencias-da-unesco.html publicada dias atras ja dá noticias de uma série de providencias a serem tomadas ou levadas em consideração, mas quem há de... tomar conta disso?


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