sábado, 11 de janeiro de 2014
RECONHECIMENTO "CARLOS ROCQUE"
Para lembrar a data do falecimento de Carlos Alberto Rocque nascido em Belém em 28 de abril de 1938 e falecido em 10 de janeiro de 2000 e conhecido como “Repórter da História”, criamos um "reconhecimento" com seu nome para evidenciar o 'trabalho' de cidadãos que, voluntariamente, valorizam a luta em defesa do patrimônio cultural de Belém.
O Laboratório de Democracia Urbana, ponto de referência da Associação Cidade Velha-Cidade Viva (Civviva) na defesa do patrimônio cultural de Belém, propos o Título "Carlos Rocque", visando o reconhecimento do esforço cidadão de valorização da nosso patrimônio e identidade cultural.
A homenagem a Carlos Rocque se faz necessária por sua contribuição à história do Pará, sem ter, para tanto, vínculo acadêmico, fato esse que será levado em consideração na escolha dos futuros agraciados com tal reconhecimento.
A entrega do primeiro reconhecimento seria dia 12 de janeiro, data do aniversário, também, da Civviva, mas o "premio" não chegou em tempo de Portugal, onde foi feito. Serão entregues, possivelmente, na data do seu aniversário em abril.
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Os escolhidos são amigos do Face que, com suas fotos, originais e atuais, nos mostram uma Belém que as vezes nem notamos que exista. Um homem e um grupo de mulheres-paraensissimas, serão os homenageados....brevemente.
Aqui sua ultima entrevista. http://www.youtube.com/watch?v=gJyQ42e236M
domingo, 22 de dezembro de 2013
Para discussão
Relativamente a proposta de criar um reconhecimento a cidadãos que, voluntariamente, valorizam nossa luta em defesa do patrimônio cultural de Belém, segue abaixo a proposta de edital pra discussão.
Aguardamos propostas.
Aguardamos propostas.
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Art. 1. O Laboratório de Democracia Urbana, ponto de referência da Associação Cidade
Velha-Cidade Viva (Civviva) na defesa do patrimônio cultural de Belém, vem
propor o Título "Carlos Rocque", visando o reconhecimento do esforço cidadão de valorização da nosso
patrimônio e identidade cultural.
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§ 1º: A homenagem a Carlos Rocque
se faz necessária por sua contribuição à história do Pará, sem ter, para tanto,
vínculo acadêmico ou institucional.
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Art. 2. Durante o ano uma comissão
ficará incumbida de acompanhar os trabalhos de conhecimento público que, pessoas
físicas fazem gratuitamente e voluntariamente contribuindo assim para o
reconhecimento de Belém em seus aspectos culturais, promovendo inclusive as
visões críticas e de pertencimento à cidade.
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§ 1º: A outorga do título se fará no dia 12 de janeiro de cada ano, após
avaliação por comissão designada pela CiVviva e Laboratório de Democracia
Urbana que escolherá o trabalho de um homem e de uma mulher.
§ 2º: Não haverá valor
pecuniário associado ao referido reconhecimento.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Acho que vamos criar um premio...
Estou pensando, como Civviva, em criar um premio, um reconhecimento, para quem ‘lembra’ do nosso
patrimônio histórico-cultural.
Lembra? Como? Fazendo algo pela nossa história, pelo nosso patrimonio, que ninguem lhe pediu; que ninguém
o obriga a fazer; que ninguem o paga. O faz por prazer, porque quer, porque
gosta de Belém.
Por que isso? Porque notei que, ultimamente, algumas
pessoas estão fazendo um trabalho louvável
, relativamente ao nosso ´patrimonio’. Nem todos são acadêmicos , ou pagos para
seguirem esse problema. O fazem por prazer, por amor a nossa historia, a nossa memória.
Isso vem crescendo nestes últimos meses. Um impulso, com certeza foi o trabalho da
Dra. Goretti , que, como uma formiguinha, fez um levantamento da historia arquitetônica
da Cidade Velha e começou a apresentar a
paraenses e turistas. Ensinou a olhar
aquilo que ninguém via, e um passou para o outro a noticia, e os olhos se
abriram para uma realidade de duas faces: uma boa, a cultural, e uma ruim, o abandono.
A seguir, e sem nenhuma ligação com isso, a entrada no Facebook de algumas pessoas que
não se limitam a colocar fotos de cartões postais antigos,
aumentou, qualitativamente, o conhecimento do patrimonio histórico de Belém. É o caso do amigo José Vasconcelos Paiva, com sua coleção de fotos
(próprias), com sua curiosidade, com seu conhecimento, nos mostrou outra Cidade
Velha, ainda desconhecida a muitos. Mostrando ângulos e detalhes, conta histórias que não estão
escritas, que nos levam a pensar. Desse modo salva uma memória, alias, reconstroe
essa memória, gratuitamente, para
todos...e não se limita somente ao bairro aonde mora.
Outra pessoa que merece um reconhecimento, mora em
Fortaleza, mas é daqui. Falo de Graça Falangola Gonçalves, cujo amor por Belém
a leva, diariamente a postar, fotos de construções novas e antigas, para nos chamar
a atenção sobre o que temos, no Gente de Belém. Bom ou ruim que seja o que posta da nossa realidade, em tres meses conseguiu chamar a atenção de mais de 1600 pessoas interessadas no argumento.
Outros, timidamente, dão seus primeiros passos, lembrando fatos, estorias e histórias não escritas, usando os blogs a disposição... e isso tem que ser apoiado, incentivado, pois so nos faz crescer, conhecendo nosso passado. O José Varella faz isso ha bastante tempo no Face, e agora, seu exemplo tem uns seguidores, ainda bem.
Em Icoaracy nasceu um jornal, que não sai diariamente, mas creio de 15 em 15 dias, e que está denunciando o abandono das casas antigas da orla. É mais uma ideia que merece apoio e reconhecimento, que faz crescer os cidadãos, que abre os olhos do povo para essa realidade..
O Face, não podemos negar, ajudou e muito o aparecimento e crescimento desse fenômeno na midia. Dá possibilidade as pessoas
de tirarem das gavetas aquilo que a Academia, muitas vezes esconde, por
questões de ‘defesa da propriedade criativa’... Dá possibilidade a divulgação de
descobertas feitas por ‘não academicos’ e que servem, também, para formar nossa memória.
Mais do que um premio, talvez seja melhor dizer que é um reconhecimento de ação cidadã. Involuntariamente estão ajudando o nosso crescimento, e isso deve ser apoiado, louvado, reconhecido.
Mais do que um premio, talvez seja melhor dizer que é um reconhecimento de ação cidadã. Involuntariamente estão ajudando o nosso crescimento, e isso deve ser apoiado, louvado, reconhecido.
Logo que decidir com os sócios da Associação, avisarei.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
PEDIDO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALEPA
Sessão especial sobre a construção do chamado Shopping Bechara Mattar Diamond
Tenho reiterado desta tribuna que a proposta de construção do chamado Shopping Bechara Mattar Diamond, em pleno centro histórico de Belém, merece ser debatida de maneira mais ampla e profunda, envolvendo todos os segmentos sociais envolvidos. A polêmica que o empreendimento tem causado se justifica plenamente, tendo em vista a ameaça de danos irreparáveis a sítios tombados pelo patrimônio histórico nacional – os conjuntos arquitetônicos da Praça Frei Caetano Brandão e do Ver-o-Peso.
No último dia 23 tive oportunidade de participar de audiência sobre o tema promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). Lá expressei meu ponto de vista segundo o qual é indispensável que a construção desse empreendimento seja amplamente discutida e que os pareceres dos órgãos competentes tenham caráter técnico abrangente, considerando os impactos de vizinhança, as determinações do Estatuto das Cidades, além dos impactos que a obra causará para o conjunto arquitetônico de nosso centro histórico.
Infelizmente, a ausência de diversos órgãos governamentais no referido encontro criou obstáculos ao livre desenvolvimento do debate com a sociedade civil. Não se justifica que instituições responsáveis pelo licenciamento da obra – como a Secretaria de Estado de Cultura, a Secretaria Municipal de Urbanismo e a Fundação Cultural do Município de Belém – se ausentem do debate, deixando de fornecer informações essenciais à análise do projeto.
Em decorrência disso, recebi comunicado da sociedade civil representada pela Associação Cidade Velha – Cidade Viva, Fórum Belém, Observatório Social de Belém, Movimento Sempre Apinagés e Fórum de Cultura de Belém que demandam a urgente realização, por parte deste Poder, de uma audiência pública para apresentação e discussão técnica do projeto do empreendimento Bechara Mattar Diamond, situado no entorno do sítio histórico e arqueológico de fundação de Belém.
As entidades argumentam que o fato do Estudo de Impacto de Vizinhança não ter sido elaborado e, não tendo a Prefeitura atendido a solicitação datada de 01/10 de entrega dos documentos do processo de licenciamento, com base na Lei Geral de Acesso a Informações Públicas (lei 12.527/2011), torna urgente tal audiência pública.
A falta de tal inciativa preocupa a sociedade, diante das informações prestadas pelo Iphan e pelo Ministério Público Federal, na recente audiência pública na sede do MPF-PA, vez que o procurador da República José Augusto Potiguar abriu inquérito civil a fim de apurar se a legislação foi cumprida quando da concessão da licença pelo Iphan, e já adiantou que a mesma está vencida desde 24 de janeiro de 2012. O empreendedor, portanto, terá que pedir a renovação da licença, e em tal ocasião será oportuno que lhe seja exigida a elaboração de Estudo de Impacto de Vizinhança, além do prévio debate com a sociedade quanto às medidas compensatórias e ações mitigadoras pelos transtornos que causará em área com edificações barrocas protegidas, de inestimável importância arquitetônica, artística, paisagística e cultural para o povo brasileiro.
Neste sentido, nos termos regimentais, REQUEIRO a realização de Sessão Especial, no formato de Audiência Pública, a fim de debater os impactos da eventual construção do chamado Shopping Bechara Mattar Diamond, em pleno centro histórico da capital paraense.
Que para a referida Sessão Especial sejam convidadas as seguintes instituições e entidades: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (Crea), Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB/PA), Ministério Público do Estado do Pará (MPE/PA), além das entidades da sociedade civil representada pela Associação Cidade Velha – Cidade Viva, Fórum Belém, Observatório Social de Belém, Movimento Sempre Apinagés e Fórum de Cultura de Belém.
Palácio Cabanagem, 29 de outubro de 2013.
Deputado Edmilson Rodrigues
Líder do PSOL
Líder do PSOL
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
ESPERANDO A FESTA DOS 400 ANOS
EXEMPLO PARA BELÉM COPIAR
A Câmara de Lisboa quer que os cerca de 7000 edifícios "em ruína e mau estado"existentes na cidade sejam reabilitados nos próximos 13 anos. Para tal, a autarquia acena com reduções no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a quem cumprir, e ameaça os proprietários faltosos com a venda coerciva dos seus imóveis.
Estas são algumas das medidas previstas na Estratégia de Reabilitação Urbana de Lisboa, para o período entre 2011 e 2024, que ontem foi apresentada em reunião camarária. O vice-presidente Manuel Salgado admite que reabilitar uma média superior a 500 edifícios por ano é "ambicioso", mas acrescenta que é também "perfeitamente realizável".
Manuel Salgado rejeita o recurso a obras coercivas, estratégia que foi seguida durante a presidência de Santana Lopes e que, para a actual maioria camarária, foi "um equívoco". "Foi verdadeiramente ruinoso", sintetiza o actual vice-presidente, que defende que "a câmara não se pode substituir aos proprietários privados".
Para garantir que esses privados cumpram o dever de fazer obras de conservação de oito em oito anos, Manuel Salgado quer tornar obrigatória a inspecção técnica aos edifícios e fazer depender desse certificado a atribuição de apoios, como seja uma redução no IMI. A intenção do vereador é aplicar esta medida de forma gradual até 2016 e tornar públicos os ficheiros respectivos, para que potenciais compradores e inquilinos saibam com o que podem contar. Quem não cumprir, poderá ser alvo de uma venda forçada do património.
Na reunião camarária de ontem ficou também a saber-se que a Câmara de Lisboa quer alargar a acção da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Lisboa Ocidental, para que esta possa assumir a "reabilitação sistemática" de áreas como Alfama-Castelo-Mouraria, Pena-Anjos, Galinheiras, Bairro da Liberdade e Baixa.
Uma novidade que Santana Lopes considerou ser "o ponto politicamente relevante" da estratégia ontem apresentada, uma vez que as outras duas SRU que tinham sido criadas por sua iniciativa foram extintas já durante a presidência de António Costa. "É uma grande reviravolta. Tenho pena que não tenham chegado há mais tempo a esta conclusão", disse o social-democrata. Manuel Salgado reagiu dizendo que "a experiência tem demonstrado que as SRU podem ser um excelente veículo para fazer intervenções em determinadas áreas". A título de exemplo, apontou o trabalho da SRU Ocidental, que, sublinhou, "não interveio em nenhum edifício", tendo cingido a sua acção ao espaço público.
Já para as novas unidades territoriais que a nova orgânica da câmara prevê, Manuel Salgado quer transferir as competências de licenciamento de obras de reabilitação, processo para o qual promete criar uma "via verde". Na prática, isto significa que quem apresentar um projecto que mantenha a fachada do edifício, o número de pisos e a geometria da cobertura só terá de aguardar 20 dias pela apreciação desse processo, período ao fim do qual poderá começar a intervenção se não houver uma resposta.
"Um dos maiores contributos que a câmara pode dar para a reabilitação é licenciar depressa", justificou Manuel Salgado. "E bem", acrescentou a vereadora Mafalda Magalhães de Barros, do PSD, que criticou o facto de, em seu entender, a estratégia ontem apresentada não garantir "a salvaguarda dos valores patrimoniais".
Os objectivos da estratégia de reabilitação da autarquia incluem ainda obras no património municipal, tornar efectiva a conservação periódica, reduzir o risco sísmico e de incêndios nos imóveis em que haja intervenção e apoiar os condomínios privados na conservação dos edifícios. No investimento municipal estão garantidos 190 milhões de euros, para reabilitação de bairros municipais (35 milhões), do património disperso (37 milhões), de equipamentos municipais (73 milhões) e do espaço público (45 milhões)
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Estas são algumas das medidas previstas na Estratégia de Reabilitação Urbana de Lisboa, para o período entre 2011 e 2024, que ontem foi apresentada em reunião camarária. O vice-presidente Manuel Salgado admite que reabilitar uma média superior a 500 edifícios por ano é "ambicioso", mas acrescenta que é também "perfeitamente realizável".
Manuel Salgado rejeita o recurso a obras coercivas, estratégia que foi seguida durante a presidência de Santana Lopes e que, para a actual maioria camarária, foi "um equívoco". "Foi verdadeiramente ruinoso", sintetiza o actual vice-presidente, que defende que "a câmara não se pode substituir aos proprietários privados".
Para garantir que esses privados cumpram o dever de fazer obras de conservação de oito em oito anos, Manuel Salgado quer tornar obrigatória a inspecção técnica aos edifícios e fazer depender desse certificado a atribuição de apoios, como seja uma redução no IMI. A intenção do vereador é aplicar esta medida de forma gradual até 2016 e tornar públicos os ficheiros respectivos, para que potenciais compradores e inquilinos saibam com o que podem contar. Quem não cumprir, poderá ser alvo de uma venda forçada do património.
Na reunião camarária de ontem ficou também a saber-se que a Câmara de Lisboa quer alargar a acção da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Lisboa Ocidental, para que esta possa assumir a "reabilitação sistemática" de áreas como Alfama-Castelo-Mouraria, Pena-Anjos, Galinheiras, Bairro da Liberdade e Baixa.
Uma novidade que Santana Lopes considerou ser "o ponto politicamente relevante" da estratégia ontem apresentada, uma vez que as outras duas SRU que tinham sido criadas por sua iniciativa foram extintas já durante a presidência de António Costa. "É uma grande reviravolta. Tenho pena que não tenham chegado há mais tempo a esta conclusão", disse o social-democrata. Manuel Salgado reagiu dizendo que "a experiência tem demonstrado que as SRU podem ser um excelente veículo para fazer intervenções em determinadas áreas". A título de exemplo, apontou o trabalho da SRU Ocidental, que, sublinhou, "não interveio em nenhum edifício", tendo cingido a sua acção ao espaço público.
Já para as novas unidades territoriais que a nova orgânica da câmara prevê, Manuel Salgado quer transferir as competências de licenciamento de obras de reabilitação, processo para o qual promete criar uma "via verde". Na prática, isto significa que quem apresentar um projecto que mantenha a fachada do edifício, o número de pisos e a geometria da cobertura só terá de aguardar 20 dias pela apreciação desse processo, período ao fim do qual poderá começar a intervenção se não houver uma resposta.
"Um dos maiores contributos que a câmara pode dar para a reabilitação é licenciar depressa", justificou Manuel Salgado. "E bem", acrescentou a vereadora Mafalda Magalhães de Barros, do PSD, que criticou o facto de, em seu entender, a estratégia ontem apresentada não garantir "a salvaguarda dos valores patrimoniais".
Os objectivos da estratégia de reabilitação da autarquia incluem ainda obras no património municipal, tornar efectiva a conservação periódica, reduzir o risco sísmico e de incêndios nos imóveis em que haja intervenção e apoiar os condomínios privados na conservação dos edifícios. No investimento municipal estão garantidos 190 milhões de euros, para reabilitação de bairros municipais (35 milhões), do património disperso (37 milhões), de equipamentos municipais (73 milhões) e do espaço público (45 milhões)
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Em Belém, algo tem que ser feito para salvar o nosso patrimônio das várias tentativas (algumas exitosas) de 'remanejamento' ou 'revitalização' de imóveis, nem todos merecedores de usar o dinheiro público, ou sem cobertura das leis vigentes.
Caso o governo estivesse interessado em salvar realmente nosso patrimônio, podia fazer algo parecido, para festejar os 400 anos de Belém num modo insólito para a nossa realidade...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
UMA COISA BOA PARA SER FEITA LOGO
Durante a campanha eleitoral do ano passado, a Civviva, apoiada pelo Ministério Público Federal, pelo
IPHAN, pelo Conselho Regional de Contabilidade e pelo Instituto do Arraial do Pavulagem,
realizou, com êxito, uma Conversa com os
pré-candidatos a Prefeito de Belém.
O argumento desse exercício de cidadania era o
nosso Patrimônio Histórico e as perguntas a serem respondidas pelos candidatos a
Prefeito, eram:
- Como proteger, defender e
preservar o Patrimônio Cultural de Belém?
- Qual a sua proposta de políticas públicas
para o centro histórico de Belém?
Pouco depois, o
Ministério Público Estadual foi mais além e propôs um TERMO DE COMPROMISSO
AMBIENTAL, o qual foi assinado pela
quase totalidade dos candidatos a
Prefeito de Belém. Em tal documento seis pontos foram a base do compromisso, levando em consideração a necessidade de “assegurar recursos no Orçamento Municipal para as
politicas públicas de proteção e defesa do meio ambiente, de saneamento, de resíduos
sólidos, de habitação, transporte e mobilidade urbana e para politica e sistema de Unidades de Conservação e
áreas públicas protegidas e de valorização
do patrimônio histórico, tendo como base diagnóstico ambiental do município, realizado com a participação da sociedade.”
Dos seis pontos, o primeiro deles é mais atual do que nunca
e nos toca de perto pois fala de ‘valorização e conservação do patrimônio
histórico’. De fato diz:
1- - Promover a regulamentação e implementação do
Plano Diretor do Município, garantindo a institucionalização e funcionamento dos
instrumentos de gestão, controle, informação e participação da sociedade, com
destinação de recursos do orçamento municipal para essa gestão para fundos setoriais... destacando-se a
elaboração do plano de valorização e conservação do patrimônio histórico.
Urge a elaboração deste plano e a regulamentação do PDM. Enquanto esperamos que seja feito, porém, autorizações são dadas, muitas delas
prejudicando a defesa e a valorização da nossa memória histórica. Vemos, de fato, o aumento
da poluição sonora; a depredação das
calçadas de liós; o desrespeito das leis do transito com aumento da trepidação
de igrejas e casas e um pioramento, generalizado, no modo de viver nesse bairro.
Tudo isso feito e permitido, ignorando boa parte das leis em vigor e,
esquecendo a necessidade de estacionamento e garagens para os clientes das
atividades autorizadas.
Se prestarmos atenção, a Cidade Velha é o coração politico, econômico, religioso e turístico de Belém. Aqui estão a Prefeitura e a Assembleia Legislativa; os Ministérios Públicos e o Tribunal; as principais igrejas históricas, além da Catedral. Temos num raio de 100 metros a maior concentração de museus de Belém. ...e estacionamentos para toda essa demanda, quantos foram feitos?
Se prestarmos atenção, a Cidade Velha é o coração politico, econômico, religioso e turístico de Belém. Aqui estão a Prefeitura e a Assembleia Legislativa; os Ministérios Públicos e o Tribunal; as principais igrejas históricas, além da Catedral. Temos num raio de 100 metros a maior concentração de museus de Belém. ...e estacionamentos para toda essa demanda, quantos foram feitos?
Há anos falamos da necessidade de resolver o problema de
garagens para quem vive em área tombada.
Os poucos estacionamentos existentes na Cidade Velha não são suficientes
para seus moradores, como continuar a autorizar locais noturnos e outras atividades
ignorando essa necessidade? Autorizar um
shopping sem estacionamento, além do mais, resulta um gravíssimo erro, além de ir contra tudo aquilo que as leis pretendem salvaguardar.
Quanta poluição do ar será gerada enquanto os automobilistas girarão as
ruelas da Cidade Velha procurando um pedaço que seja de calçada de liós (tombada) para
estacionar, em concorrência com os moradores?
Quanta poluição sonora provocarão esses mesmos ‘doutos’
automobilistas, quando, buzinarem, irritados
por estarem parados atrás de vans e kombis quando pegam
clientes? O mesmo acontece já com os pais
quando vão buscar os filhos na porta dos colégios na Praça do Carmo e na
Dr. Malcher.
Aumentar esses problemas não ajuda certo a defesa do nosso
patrimônio histórico. Bem venha então a realização de quanto previsto
nesse TERMO DE COMPROMISSO AMBIENTAL.
A Cidade Velha convida todos os apreciadores do nosso patrimônio histórico a começarem a rezar desde a Transladação deste sábado para que isso aconteça antes do Cirio do ano que vem.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
PESAR: a ‘profecia’ do Mosaico de Ravenna está se realizando
Foi com profundo pesar que tomamos conhecimento da
aprovação por parte do IPHAN, da proposta de novo uso do edifício do Bechara Mattar que se encontra
na entrada da Cidade Velha.
Sabemos que o IPHAN, “como
instituição federal tem por atribuição
identificar, preservar e promover o patrimônio cultural brasileiro”. Foi próprio por partilhar dessa
consideração que nos admiramos de tão solerte aprovação sem nem ao menos
sugerir algumas defesas do nosso Centro Histórico. Sabemos que a análise lá, não considera a questão
normativa de cunho urbanístico, mas algumas sugestões podiam ser dadas, ou não seria
ético?
Há
já algum tempo que, como Associação de moradores, lutamos para resolver o problema
do estacionamento na Cidade Velha, onde calçadas tombadas são usadas como estacionamento
de veículos de toda sorte de tamanho e peso; onde proprietários perderem o
direito de fazer garagens em suas casas para salvar nossa memória histórica;
onde atividades lúdicas economicamente muito rentáveis continuam a serem autorizadas no entorno de bens históricos sem estacionamento
para clientes, ignorando desde o Código de Postura até outras leis de maior ou
menor importância ... e temos que ver calados a chegada de um shopping sem estacionamento em área tombada? Isso é um
insulto a cidadania, é uma prepotência, além de um péssimo exemplo de uso das
nossas normas jurídica, do valor que deveria ter um Plano Diretor, pior, de ‘defesa’
dessa área tombada.
Há
anos o caos provocado pelo transito desordenado nesta área da cidade é conhecido
por quem trabalha e/ou passa habitualmente por ali. O ‘aparecimento” de vans e
kombis que desconhecem o Código do Transito, não veio certo melhorar a situação
da Cidade Velha... e se autoriza um shopping sem estacionamento? E o “Estudos de Vizinhança” (para conhecer
essa realidade) foi feito ou pedido por
alguém antes de aprovar esse projeto?
Autorizar
mais um restaurante chic, onde, num raio de poucos metros, encontramos já outros,
onde bem poucos cidadãos paraenses tem acesso....e também sem estacionamento para
seus clientes, pode ser considerado outro absurdo. Engraçado, restaurantes esses
para quem tem carro, não para quem anda de ônibus, e não lembraram de prever um
estacionamento...
A
necessidade de um restaurante popular naquela área é evidente. Alguém já se
perguntou onde comem os funcionários de
museus, lojas, bancos, órgãos públicos, taxistas, comerciantes e comerciários vários, que gravitam naquele
entorno? A maior parte dessas pessoas usa
ônibus, e não iria, portanto, poluir o
ar ou ocupar calçadas na hora do almoço. Eles também tem direito de ver Belém
do alto das copas das mangueiras... ou essa opção foi uma forma de defesa
daquelas pessoas que vendem comida nas calçadas sem respeitar as mais elementares regras de saúde pública?
Sabemos
que as ‘autorizações’ são dadas por órgãos da Prefeitura e que não é um
problema do IPHAN, mas permitir que a situação do Centro Histórico piore sem
nem ao menos solicitar atenção para o que tal empreendimento irá provocar,
podia ser lembrado.
Não
conseguimos ver de que forma este projeto, esta solução contemporânea, dialoga
“com elementos formais do passado”. Isto não nos parece um
dialogo, mas uma ‘agressão’. Agressão não somente a nossa inteligência,
mas ao bom senso e ao bom gosto.
Podemos
até ter “ bons
exemplos no Brasil e no exterior, de soluções contemporâneas em
áreas históricas que são internacionalmente reconhecidas como
bem resolvidas”, mas isto não se aplica ao caso em exame, pois parece
mais um tapa na cara de quem defende o nosso patrimônio. Nos faz perder a
confiança num futuro diferente; nos faz desacreditar na democracia.
Desse
jeito, a ‘profecia’ do Mosaico de Ravenna vai aos
poucos, e prepotentemente, se realizando... Então perguntamos: por que tombaram
a Cidade Velha se o interesse não é defende-la?
Dulce
Rosa de Bacelar Rocque.
Cidadã
da Cidade Velha.
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