quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
400 anos com 400 camisetas...
Dia 12 de Janeiro também é dia do aniversário da Civviva. Gerada em fins de 2006 e registrada em cartório na data do nascimento do primeiro bairro de Belém, a Associação de Moradores da Cidade Velha entrou para seu decimo ano de vida.
Não fizemos festa pois Belém estava se festejando, nos arredores dela. Vestimos, em vez, os bairros da cidade com camisetas que tinham alguns de seus azulejos estampados para lembrar algo da nossa história a ser defendido como memoria histórica que é.
A ideia nos veio em mente em novembro, ao ver que na programação dos 400 anos, a Alma Mater de Belém era totalmente ignorada. Fomos conversar com os comerciantes da praça do Carmo e fizemos a proposta de dividir conosco a ideia de fazer um camiseta com os principais azulejos do bairro. Todos aceitaram e fizeram imediatamente os pedidos. As primeiras cem camisetas estavam garantidas. Os azulejos escolhidos foram o do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Fábrica de Guaraná Soberano, do Palacete Pinho e do Seminário da Dr. Assis.
A unica rua com nome de uma mulher na Cidade Velha, também foi escolhida para ser homenageada. Seus azulejos não são muito conhecidos, assim aproveitavamos para fazer publicidade deles. A familia dos moradores mais antigos do bairro tem casa ali e encomendaram cerca de cem camisetas. Outra vitoria.
Decidimos fazer uma terceira camiseta pois ainda tinham azulejos desconhecidos ou pouco famosos. Vários amigos, ao verem as primeiras duas propostas, fizeram pedidos para esta terceira camiseta e mais cem foram ordenadas. Desta vez foram os azulejos da Marques de Pombal os escolhidos.
Em todas elas, a logomarca da Civviva estava estampada atras. E mais pedidos chegavam e ordenavamos mais vinte, trinta, de uma ou de outra. Firmas de fora da Cidade Velha também pediram para fazer parte dessa homenagem. No fim das contas, mais de 400 camisetas foram feitas e distribuidas.
Além dos funcionário das lojas, bares e restaurantes que patrocinavam as camisetas, inclusive aos garis, lixeiros, jornaleiros, jornalistas, seguranças, funcionários de bancos, de orgãos publicos, etc. também receberam uma, e ainda tivemos alguns sócios que as compraram para presentear amigos.
Os 400 anos da Cidade Velha e os dez da Civviva estão, assim, sendo lembrados pelas ruas de Belém. Tal fato foi possivel com a ajuda de cidadãos que nem moram no bairro. De fato, o nosso agradecimento principal vai aos fotografos-amigos Celso Roberto Abreu e Marcos André Costa pela disponibilidade em ajudar nessa tarefa, fornecendo várias fotos para a escolha e depois voltando para refotografar os azulejos escolhidos. Sem eles não iamos ter as camisetas.
Outro agradecimento necessário é dirigido a todos aqueles que ordenando as camisetas, sejam eles vizinhos, negociantes, amigos ou associados, nos permitiram de fazer essa homenagem ao nosso bairro e a nossa Associação.
Foi um modo diferente de mostrar algo do que temos que salvaguardar para continuar a festejar mais aniversários, seja da Cidade Velha que da Civviva.
Com 400 camisetas fetejamos os 400 anos, mas as camisetas continuam saindo.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
ViVa 2016
Começou 2016, o ano do aniversario do nosso bairro, a Cidade Velha, Alma Mater de Belém. As outras festas, como o carnaval, não foram suspensas, e, francamente, temos medo do que vai acontecer nesta área tombada.
Sem a regulamentação do tombamento da Cidade Velha a nivel federal e bem pouco de util feito com o Plano Diretor, mais a total ignorância do Código de Postura, começamos mais um ano com fortes dúvidas sobre como vai ficar este nosso bairro.
Obras para termos motivos de festejar seus quatrocentos anos, não vimos nenhuma. Reuniões para decidir algo sobre o carnaval, também nenhuma, assim como nenhum resultado sobre as reclamações feitas sobre:
- o 'comelodromo' da Praça Republica do Libano, onde fica a obra prima de Landi;
- a quantidade de 'vans' e carretas que atravessam as ruas da Cidade Velha;
- os medidores da Celpa que continuam a enfeiar as ruas e casas tombadas ou não;
- as calçadas, criadas para os pedestres, ocupadas por motores de vários tipos, bicicletas, cadeira/mesas quando não por veiculos vários...
- a poluição sonora em praças com igrejas e escolas, que ajuda a trepidação desses e outros prédios;
- o 'estacionamento' nas calçadas da Praça do Carmo de "moradores de rua", esperando a comida que os "marronzinhos" oferecem (e no meio tempo fazendo sexo durante o dia e usando como mictório os 'buracos arqueológicos' destampados);
- o Bechara Mattar ali parado, com seus cinco andares e so uma vaga para carro por andar;
- o afunilamento da ex travessa da Vigia que, apesar de mais de dez embargos, continua até pior...
- a total ausência da Guarda Municipal nas praças.
Várias tentativas, relativamente a melhora da nossa segurança foram feitas, com bem pouco resultado. Transferir para o cidadão o cuidado com a presença de 'estranhos' na rua, também não deu certo pois nem todos temos tempo de estar na janela vigiando a rua. Depois de um mês com a Guarda Civil e a Policia Militar estacionadas, pela manhã na Pça do Carmo, desapareceram da área sem maiores informAções; passaram a vez aos automoveis da PM, que, de vez em quando passam, enquanto os assaltos ocorrem nas ruas paralelas... sem que sejam registrados os B. O. (fato esse não por culpa dos militares).
Apesar da limpeza das ruas durar pouco a causa da mal educação do povo, devemos tirar o chapéu para o fato de vermos constantemente, garis de vários orgãos e em diversos horários, a cuidar dessa limpeza.
Este ano, como aqueles passados, nada temos a festejar no dia do aniversario do nosso bairro. A ignorância das leis e a prepotência de certos dirigentes municipais ajudam a passar a vontade de festejar tal data.
Não crer nessa realidade e diminuir os fatos acima citados, é muito comodo, e assim passam-se os anos sem algum resultado na defesa de nosso patrimônio... mesmo se tem muita gente ganhando dinheiro para fazer isso e muitos outros rindo do nosso esforço para mudar essa realidade.
FELIZ ANIVERSARIO CIDADE VELHA
domingo, 29 de novembro de 2015
SOBRE NOSSA HISTÓRIA.....e o patrimônio historico.
Quando, na segunda metade do
século passado, comecei a estudar,
aprendi as primeiras noções sobre a nossa historia, a qual começava com a questão do Tratado de Tordesilhas. Aprendiamos
o nome do descobridor do Brasil, a data da descoberta, os nomes dados a esta
terra. Na decoreba, absorvíamos essas informações feitas com total
superficialidade, e não nos interrogávamos sobre nada. Aquela era a verdade verdadeira.
Crescendo, já no ginásio, aprendíamos
a historia antiga, do Egito, por exemplo e a brasileira, com as guerras dos Emboabas,
dos Farroupilhas, etc, e nenhuma palavra sobre a Cabanagem. Nada ouvimos falar, por exemplo, sobre o periodo que o Estado do Amazonas fazia parte do Grão Pará, também.
Víamos os mapas do Brasil, com
sua área do tamanho que é hoje, mas ninguém nunca explicou como aconteceu isso. Quando modificaram o Tratado de Tordesilhas? Que fim levou aquele
Brasil que se limitava somente ao nordeste, praticamente? Como e quando ele cresceu assim tanto?
Os vários Tratados feitos em
meados de 1700, que levaram a chegada de uma comissão delimitadora das
fronteiras entre s terras descobertas por Portugal e Espanha, e que nos trouxe Landi para cá, será que fazem parte, hoje, das informações que dão na escola obrigatória?
Aprendemos que a fundação de
Belém, foi em janeiro de 1616, mas se formos ler documentos de, ao menos, cem
anos atrás, vamos descobrir, que essa data (dia 12) não era aceita por muitos historiadores.
Nunca ouvimos falar que a Cidade
Velha era praticamente uma ilha, nos seus primeiros anos de vida, antes de
aterrarem o alagado do Piry, que, naquela ocasião, ia até o atual S. José Liberto. E o canal da Tamandaré,
o que era, então? Era o Igarapé Juçara, que encontrava, antigamente, o Igarapé do Piry, formando a ILHA DA CIDADE VELHA. Os rios continuam a circunda-la, na outra extremidade.
Não sabemos desde quando Belém,
começou a ser chamada assim, porque na correspondência com os reis da Espanha,
a partir de 1616, a área da Cidade Velha
era chamada de Capitania do Pará, depois Província do Pará e, em muitos casos Cidade do Pará. A Campina, ainda
não existia, portanto a área chegava, ao máximo até onde hoje é a Igreja do Carmo, confirmando a possibilidade de ser uma ilhotinha, vista também a existencia do Igarape Juçara, hoje chamado canal da Tamandaré.... Alguns a chamavam Ilha Pará, antes da doação da primeira légua.
Numa carta do Rei D. Felipe II em
data 18 de setembro de 1616, ao novo Governador Geral do Estado do Brasil – D.
Luis de Souza – ele ordena que se envie “socorro ao forte que o Governador da Capitania
do Pará, Francisco Caldeira Castelo Branco, fundou as margens do rio das
Amazonas...” e outras, por vários anos continuaram a ignorar o nome “Belém”. Nas cartas sucessivas continuamos e ler a palavra Pará. Quando, enfim ele aparece em algum documento? Será que ensinam isso, hoje?
Tem um livro portugues de Manuel Severino de Faria,"História Portugueza e de outras províncias do Occidente..." que diz que o nome Forte do Presepio de Belém, foi logo esquecido pois a "À REGIÃO CHAMARÃO: FELIS LUZITÂNIA". Varnhagen, se enganou ao dizer em seu livro que a chamaram de Nossa Senhora de Belém, diz esse autor..
Tem um livro portugues de Manuel Severino de Faria,"História Portugueza e de outras províncias do Occidente..." que diz que o nome Forte do Presepio de Belém, foi logo esquecido pois a "À REGIÃO CHAMARÃO: FELIS LUZITÂNIA". Varnhagen, se enganou ao dizer em seu livro que a chamaram de Nossa Senhora de Belém, diz esse autor..
Passou-se mais de meio século desde
quando aprendi aquelas noções de história:
será que hoje, atualizaram essas informações? Tenho impressão que não foram esclarecidos
muitos pontos que, ao longo da minha vida, notei que não correspondiam a
verdade. Ernesto Cruz ja sentia "falta de documentos, de peças fundamentais correspondentes às primeiras etapas da vida colonial paraense ..." mas até hoje isso persiste?
Difícil, com certeza, contar
nossa verdadeira historia e ir contradizer aquilo que todos pensam ser
verdade. Uma mentira repetida por séculos
se transforma em verdade... acontece, que não é. Trata-se somente de falta de
pesquisa e/ou, atualização dos livros escolásticos.
Pelo jeito, e depois de tanto tempo, se vê que não interessa o conhecimento da nossa história, o que nos leva a pensar que isso, também repercute na total falta de vontade de defender nosso patrimônio histórico.
Os 400 anos da Cidade Velha, nossa Alma Mater qual origem de Belém, se aproximam: o que vão nos deixar de lembrança? Será que algum estudioso, além de passear pelo bairro, vai dirimir essa ausência de informações verdadeiras? Será que algum arquiteto ou professor vai sair da sombra e defender nossa memória histórica?
Tomara!
Os 400 anos da Cidade Velha, nossa Alma Mater qual origem de Belém, se aproximam: o que vão nos deixar de lembrança? Será que algum estudioso, além de passear pelo bairro, vai dirimir essa ausência de informações verdadeiras? Será que algum arquiteto ou professor vai sair da sombra e defender nossa memória histórica?
Tomara!
P.S. Será que me engano e esse material ja existe e foi difundido entre os estudantes e sou eu quem não sabe de nada? Se sim, não se vê os resultados, porém.
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
domingo, 15 de novembro de 2015
Uma homenagem a Av. 16 de Novembro.
Perguntei semana passada, no meu Face, se alguem sabia porque 16 de novembro é uma data importante, e duas senhoras me responderam:
Iva Muniz: Li que foi a data em que o Pará aderiu à República, em 1889.
Sandra Dias: era conhecida como largo de São Jose e foi nosso primeiro jardim botânico, e o mudou em 1889 para 16 de novembro por adotar nesta data o novo regime politico do Brasil, a Republica.
Antes disso, porém, ali existia somente agua. Antes de aterrarem o alagado do Piry, que, naquela ocasião, ia até o atual S. José Liberto, se passava por aquele chamado Juçara, hoje o canal da Tamandaré. Esses alagados eram o Igarapé Juçara, que encontrava, antigamente, o Igarapé do Piry, formando a ILHA DA CIDADE, hoje a parte tombada da CIDADE VELHA. Os rios continuam a circunda-la, na outra extremidade.
ESTA FOTO É DE MEADOS DE 1800, QUANDO SE CHAMAVA ESTRADA DE S. JOSÉ
Pois bem, teve um período que esta rua nos proporcionava esta visão, a partir do canto dos Bombeiros. até a Pça Amazonas: um corredor de palmeiras imperiais.
Quando cheguei para morar na casa de n. 28, as duas primeiras palmeiras, ja não existiam e do outro lado ainda existia uma casa com duas janelas que depois foi derrubada para aumentar a area dos Bombeiros.
A avenida acabava em frente ao Presidio S. Jose que era ladeado por duas Praças: Amazonas e S.José.
Ela nasceu no lugar onde ficava o alagado do Piri, e os “baixios da Juçara” como chamavam então, o "lago" que rodeava a Cidade do Pará no tempo da sua fundação em 1616. Os "baixios', de um lado, o rio Guamá, do outro, além de todo aquele alagado que existia a leste e que durante alguns anos foi um obstáculo para a expansão da cidade, e que transformavam a nascente Cidade Velha, praticamente, numa ilhota, chamada Cidade Pará.
Mais tarde essa área alagada foi aterrada (em1803) pelo então Governador Dom Marcos de Noronha e Brito e daí começou a nascer a Estrada de S. José, que levava o povo de onde hoje é o Ver-o-peso até o antigo local onde funcionou a fazenda/olaria S. José, que Landi alugou depois que os jesuítas e outros padres foram expulsos daqui, nos idos de 1700. No local dessa olaria, hoje temos o Polo joalheiro.
No entorno do Largo do Redondo, situado no cruzamento da av 16 de Novembro com a rua de Óbidos, tivemos, primeiramente, o horto das Caneleiras. Ali eram depositadas as plantas que chegavam de Caiena durante a ocupação portuguesa, entre 1809-1817. Era, praticamente um jardim de aclimatação de plantas que depois eram mandadas ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Anos depois, o fim da Av. 16 de Novembro foi embelezado com duas praças que tinham no meio o então Presidio S. José, hoje libertado (não sei de que), com sua capelinha.

Nos anos 40 ainda existiam palmeiras em frente a praça Felipe Patroni. Esse pedaço de rua, entre a av. Portugal e a João Diogo, em fins dos anos 40 passou a se chamar Desembargador Inácio Guilhon.
A direita, nos altos de uma mercearia, onde morei até 1969 hoje tem um edificio, e a esquerda, estava o prédio da familia Guilhon, o qual foi transformado em um posto de gasolina.
Hoje, aquela maravilha está assim... irreconhecivel, com uma de suas ultimas palmeiras a vista.
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Fotos de Belém Antiga
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Pedido de esclarecimento
Uma questão de datas....
AS "datas" na nossa vida, tem cada dia mais peso. Aumentam constantemente, para nos atazanar ...e é o aluguel; a escola dos filhos; a luz; o plano de saúde; os livros pra escola, o IPTU...e por ai vai. Até a data de validade de remédios devemos prestar atenção, além de aniversários. O esquecimento de algumas delas dá até em multa...
Outras datas, existem, mas fora do nosso âmbito de vida, ou seja, fora da nossa vida privada, por exemplo aquelas que são estabelecidas em documentos públicos, tipo um Termo de Ajustamento de Conduta.
Quantos de nós ja se preocuparam em verificar o respeito dessas datas? Alias, quem sabe, exatamente, qual data devemos levar em consideração ao contar os dias para atuação do que um TAC estabelece? A data do documento? A data de protocolo do TAC, ou a data que os interessados recebem copia e tomam conhecimento do mesmo?
Eu, se estivesse envolvida com um TAC, contaria a partir da data que tomei conhecimento.... mas parece que não é assim que acontece por estas bandas.
Quem sabe se tem alguma norma que esclarece isso? Na Italia, tem.
Se ninguem fizer causa, nada acontecerá e a "data" para respeitar o TAC é bem capaz de ser posticipada e ninguem, pelo que me parece, vai cobrar a multa estabelecida para os dias de atraso.... Ou será que cobram. Gostaria de ter certeza.
Por falar nisso, eu queria saber se alguem sabe em quanto amonta a divida dos proprietarios do Palacete ..."denominado FERRO DE ENGOMAR situado na Travessa Presidente Pernambuco nº 204, Bairro Batista Campos," ...cujos proprietarios foram intimados em data 10 de fevereiro de 2012, com uma medida de urgência no mandado respectivo para que "... procedam a reforma e restauração integral da referido imóvel no prazo mínimo de (03) três meses e no máximo de (01) um ano. A multa por dia de descumprimento é no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a ser paga pelo proprietário. " (Número do Processo: 0003726-68.2012.814.0301)
Como acabou essa história? Passaram-se quase tres anos de tal ato (Data de Autuação: 08/02/2012) e a casa continua do mesmo modo. Quem tem obrigação de verificar o andamento desse tipo de processo? Não me digam que o fato de terem aberto uma ação de "tombamento', bloca o pagamento da multa e por conseguinte o efeito de tal Ação Civil Pública. Espero de não.
O TAC da trav. Felix Rocque tem data 15 de julho 2015, e validade de 90 dias....que ja se passaram e nada foi concluido até agora. Será que alguma providencia ja foi tomada a respeito?
Para onde deveria ir esse dinheiro todo previsto nos TACs inclusive de outras ações? O Decr. 1306/1994 que regulamenta o art 13 da Lei 7.347/85 indica o fim a dar a essas multas. Gostaria de saber o montante e o uso dado ao dinheiro que foi parar nesse fundo, nos ultimos anos.
A lei da transparência não ajudaria a tornar de conhecimento publico essa realidade? Vista a situação do nosso patrimonio arquitetônico, seria bem oportuno ir buscar esse dinheiro pra cuidar da nossa memoria histórica.
Algum dos leitores pode nos esclarecer as questões levantadas?
Reclamamos tanto da situação do nosso patrimônio, como é que estea problema fica de fora???
Obrigada aqueles que nos responderem.
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
PS: aqui o ato do prédio ferro de engomar: http://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com.br/2012/02/processo-casa-ferro-de-engomar.html
AS "datas" na nossa vida, tem cada dia mais peso. Aumentam constantemente, para nos atazanar ...e é o aluguel; a escola dos filhos; a luz; o plano de saúde; os livros pra escola, o IPTU...e por ai vai. Até a data de validade de remédios devemos prestar atenção, além de aniversários. O esquecimento de algumas delas dá até em multa...
Outras datas, existem, mas fora do nosso âmbito de vida, ou seja, fora da nossa vida privada, por exemplo aquelas que são estabelecidas em documentos públicos, tipo um Termo de Ajustamento de Conduta.
Quantos de nós ja se preocuparam em verificar o respeito dessas datas? Alias, quem sabe, exatamente, qual data devemos levar em consideração ao contar os dias para atuação do que um TAC estabelece? A data do documento? A data de protocolo do TAC, ou a data que os interessados recebem copia e tomam conhecimento do mesmo?
Eu, se estivesse envolvida com um TAC, contaria a partir da data que tomei conhecimento.... mas parece que não é assim que acontece por estas bandas.
Quem sabe se tem alguma norma que esclarece isso? Na Italia, tem.
Se ninguem fizer causa, nada acontecerá e a "data" para respeitar o TAC é bem capaz de ser posticipada e ninguem, pelo que me parece, vai cobrar a multa estabelecida para os dias de atraso.... Ou será que cobram. Gostaria de ter certeza.
Por falar nisso, eu queria saber se alguem sabe em quanto amonta a divida dos proprietarios do Palacete ..."denominado FERRO DE ENGOMAR situado na Travessa Presidente Pernambuco nº 204, Bairro Batista Campos," ...cujos proprietarios foram intimados em data 10 de fevereiro de 2012, com uma medida de urgência no mandado respectivo para que "... procedam a reforma e restauração integral da referido imóvel no prazo mínimo de (03) três meses e no máximo de (01) um ano. A multa por dia de descumprimento é no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a ser paga pelo proprietário. " (Número do Processo: 0003726-68.2012.814.0301)
Como acabou essa história? Passaram-se quase tres anos de tal ato (Data de Autuação: 08/02/2012) e a casa continua do mesmo modo. Quem tem obrigação de verificar o andamento desse tipo de processo? Não me digam que o fato de terem aberto uma ação de "tombamento', bloca o pagamento da multa e por conseguinte o efeito de tal Ação Civil Pública. Espero de não.
O TAC da trav. Felix Rocque tem data 15 de julho 2015, e validade de 90 dias....que ja se passaram e nada foi concluido até agora. Será que alguma providencia ja foi tomada a respeito?
Para onde deveria ir esse dinheiro todo previsto nos TACs inclusive de outras ações? O Decr. 1306/1994 que regulamenta o art 13 da Lei 7.347/85 indica o fim a dar a essas multas. Gostaria de saber o montante e o uso dado ao dinheiro que foi parar nesse fundo, nos ultimos anos.
A lei da transparência não ajudaria a tornar de conhecimento publico essa realidade? Vista a situação do nosso patrimonio arquitetônico, seria bem oportuno ir buscar esse dinheiro pra cuidar da nossa memoria histórica.
Algum dos leitores pode nos esclarecer as questões levantadas?
Reclamamos tanto da situação do nosso patrimônio, como é que estea problema fica de fora???
Obrigada aqueles que nos responderem.
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
PS: aqui o ato do prédio ferro de engomar: http://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com.br/2012/02/processo-casa-ferro-de-engomar.html
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Um pouco de compostura com o Código de Postura....
...esse desconhecido (mas não somente ele).
Colocaram esta foto no Facebook com esta didascalia:
"Nélio Palheta
Colocaram esta foto no Facebook com esta didascalia:
"Nélio Palheta
A cena é em plena Rua Santo Antônio, em Belém, artéria de intenso tráfego de pessoas e carro no centro comercial. Não fosse pelo perigo que essa coisa representa, a lanchonete e cozinha ao ar livre, no passeio público, haveriam de ser coibidas pela Prefritura por tantos outros motivos, a começar pelo Código de Posturas.
Não é crível que nenhum fiscal da PMB não veja essa aberração a menos de 200 metros do Gabinete do Prefeito.
A cozinha funciona a todo vapor na produção de esfirras, anunciadas em alto falante. Os consumidores fazem fila. Devem ser boas. Mas isso é péssimo para a cidade. "
Não é crível que nenhum fiscal da PMB não veja essa aberração a menos de 200 metros do Gabinete do Prefeito.
A cozinha funciona a todo vapor na produção de esfirras, anunciadas em alto falante. Os consumidores fazem fila. Devem ser boas. Mas isso é péssimo para a cidade. "
No sábado, véspera do Cirio, vimos a praça tombada do Carmo receber ambulantes, como nos anos passados. A foto abaixo revela a cena na porta das casas de familia. A quantidade de botijões de gas era incrivel em todos os lados da Praça... sem falar no cheiro que os churrasquinhos exalavam.
As pessoas que se opoem as nossas lutas, defendem porém a propria opinião baseando-se em posições populistas e ante-democráticas, pois passam por cima das leis. alias, nem conhecem as leis, defendem o proprio gosto, seu modo de vida a revelia das normas vigentes.
Para um democrata, a defesa das leis em vigor deve ser considerada a trilha da civilidade. Se a lei não é boa, vamos muda-la, mas passar por cima, é coisa de...fascista, e em todos os sentidos, até quando se fala de impeachment.
O nosso Código de Postura nem é tão mau. Se fosse conhecido pelas Secretarias municipais e respeitado pelos funcionários e fiscais, teriamos bem pouco a reclamar da situação da cidade. A superficialidade, porém, abunda.
Não é necessário mostrar as calçadas ocupadas, na maior parte das ruas de Belém, com cadeiras e mesas, nos chamadas "terrace" e autorizadas em base a um decreto e ninguem nunca notou que esse era um ato nulo (pois modifica uma Lei, coisa possivel somente aqui) ? Quem anda a pé é que sabe disso . E as mesas/cadeiras continuaram a ocupar o espaço reservado pelo CP para os pedestres e nenhum Secretario municipal mesmo se oriundo do Ministerio Publico Estadual se deu conta disso..
Não é necessário mostrar as calçadas ocupadas, na maior parte das ruas de Belém, com cadeiras e mesas, nos chamadas "terrace" e autorizadas em base a um decreto e ninguem nunca notou que esse era um ato nulo (pois modifica uma Lei, coisa possivel somente aqui) ? Quem anda a pé é que sabe disso . E as mesas/cadeiras continuaram a ocupar o espaço reservado pelo CP para os pedestres e nenhum Secretario municipal mesmo se oriundo do Ministerio Publico Estadual se deu conta disso..
Agora, não vamos entrar em detalhes sobre a classe de pessoas que frequenta esses "terraces". A maior parte deles, porém, se diz "democrata" e "ético", dando exemplos simples assim.....
Outro absurdo que vemos acontecer é relativo ao art. 81 do CP, ou seja, aquele que impede a instalação de diversões públicas a menos de 200 metros de escola, igreja, hospital, etc. Qual será a interpretação que o termo "diversões públicas" tem para eles? A poluição sonora será que não foi o motivo de tal decisão? Por que será que escreveram esse artigo? Aqui ele não vale em nenhuma praça, mesmo se tombada.
A poluição sonora, que causa tantos danos ao nosso patrimônio histórico, ou não, e a nossa saude também, é outro ponto ignorado, do Carnaval ao Cirio. Os nossos democratas de turno passam por cima de toda a legislação vigente e autorizam tudo o que as normas proibem. Além do mais, de que adianta estabelecer um horário para os eventos se não tem fiscal para verificar se a ordem é respeitada? O atentado a tranquilidade está no art. 79 do CP, viu Praça de Batista Campos...
Poderiamos encher paginas e páginas com exemplos de incivilidades acoitadas pelas várias administrações que tivemos, caso fosse necessária demostrar nossa opinião sobre o desconhecimento e desrespeito das leis que temos.
É uma questão de ética e de civilidade a defesa das leis vigentes e, consequentemente, de defesa da nossa saúde e do nosso patrimônio, seja ele ambiental, cultural, arquitetônico, histórico, alimentar, etc. Qualquer nome tenha esse patrimônio é algo que diz respeito a nós, as nossas origens, a nossa história e é dever de todos defendê-lo, assim como o bem viver numa cidade.
Estamos atravessando um periodo (desde que derrubamos a ditadura) de perda de valores, de foco e de seriedade. Qualquer argumento que você use para defender sua posição, se não está ancorada numa lei, num país civil, não iria para frente. Aqui, em vez, serve para destruir as lutas sérias e, inclusive, tentar desmoralizar quem se engaja na defesa da leis....e não falamos somente do Código de Postura.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
BRASÃO DE BARRO
Antonio Juraci Siqueira , merece que TODOS aqueles que gostam da Amazonia, tomem conhecimento do seu antigo amor...
BRASÃO DE BARRO
Minha Amazônia
eu te quero tanto
que na ânsia louca
de defender-te
habito as noites
te boiunando
curupirando
teu sono e, assim,
com fios de insônia
teci meu manto
e fiz do pranto
cetro e coroa.
eu te quero tanto
que na ânsia louca
de defender-te
habito as noites
te boiunando
curupirando
teu sono e, assim,
com fios de insônia
teci meu manto
e fiz do pranto
cetro e coroa.
À meia-noite
virei meuã
e coroei-me
no alvorecer.
virei meuã
e coroei-me
no alvorecer.
Rei sem vassalos
sem ouro e armas
rei de mim mesmo
para servir-te
com meu cantar!
sem ouro e armas
rei de mim mesmo
para servir-te
com meu cantar!
De sonho e palha
fiz meu castelo
e de incertezas
meu amanhã.
Em vez de escudo
trago no peito
um mandingueiro
muiraquitã.
fiz meu castelo
e de incertezas
meu amanhã.
Em vez de escudo
trago no peito
um mandingueiro
muiraquitã.
Sigo a galope
rumo as origens
no dorso alado
da Estrela D’alva.
Do mesmo barro
que no princípio
Deus fez o Homem,
em meus delírios
de soberano
fiz meu brasão.
rumo as origens
no dorso alado
da Estrela D’alva.
Do mesmo barro
que no princípio
Deus fez o Homem,
em meus delírios
de soberano
fiz meu brasão.
Depois que tudo
for consumado
quando somente
restar o Verbo
da Criação,
junto estaremos
brasão e homem
unificados
no pó sagrado
deste rincão!
________________________________________________
(Do livro "Brasão de Barro", Vinas Editoração, Belém, 1992)
for consumado
quando somente
restar o Verbo
da Criação,
junto estaremos
brasão e homem
unificados
no pó sagrado
deste rincão!
________________________________________________
(Do livro "Brasão de Barro", Vinas Editoração, Belém, 1992)
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