segunda-feira, 22 de junho de 2026

INDULGÊNCIA PLENARIA...

 

 ...  O CIRIO VEM AI.

...é algo que a igreja católica não usa mais, como antigamente. Descobri porém, algo que tem a ver com o nosso Cirio,  escrita uns 120 anos atrás e pefeitamente válido, ainda: ninguem abrogou esse ato...

Estava procurando algo diferente quando num livro escrito por meu irmão Carlos Rocque, descobri essa noticia, sobre uma Indulgencia que, se nota, bem poucos  conhecem. Esse é o problema de base de determinados comportamentos: a ignorância . 

Parei para pensar em duas coisas:

- como a intelectualidade paraense tratava meu irmão quando começou a escrever livros. Não li isso aí em algum livro ou panfleto escrito por aqueles que denigraram meu irmão Carlos Rocque, quando, sem algum título universitário, nos anos 60,  ousou escrever e publicar a “GRANDE ENCICLOPÉDIA DA AMAZONIA”. 


- como algumas pessoas inclusive religiosos, tentando me desmoralizar,  julgaram o fato de eu ter sido homenageada com uma INDULGENCIA  em 2004, por ter feito o  Círio em Bolonha, na Itália e  por defender o patrimônio que Landi nos deixou, igrejas principalmente, mesmo sem ser arquiteta, nem religiosa...  O Papa permitia isso  desde 1906.


Não li o que o Papa decidiu, em algum livro ou panfleto escrito por aqueles que criticavam  a audácia do meu irmão Carlos Rocque, quando, apesar  da inveja de quem tinha título universitário, continuou suas pesquisas sobre a Amazonia. Trata-se de um ato público que ele cita no seu livro sobre A HISTÓRIA DO CÍRIO E DA FESTA DE NAZARÉ. Nas paginas 52 e 54 encontrei noticias interessantissimas. Tinha Indulgencia até aqueles que acompanhavam o Cirio, descalços. 


O Papa Pio X em data 9 de maio
  de 1906 criou uma INDULGENCIA PLENARIA “para o fiel que em qualquer dia de novenário, confessasse, comungasse e orasse pelas necessidades da Igreja Católica.”


Pois é. Depois do Cirio que fiz em Bolonha, ganhei uma Indulgencia... e aqui riam quando amostrava... daí decidi não falar mais nesse argumento.

Os anos passaram mas aquele modo de julgar o próximo como se fossem donos do mundo e da verdade, não mudou em Belém. Encontramos pessoas ou "grupinhos" delas, que julgam o próximo através das próprias intenções ou seus maus costumes. Não são apenas "tagarelices" que fazem essas "criccas" que se expandiram em Belém.

A palavra CRICCA  tem um sentido pejorativo, em italiano. Pode ser traduzida para o português como: Panelinha, Camarilha, Gangue, Bando, ou mesmo Turma ou grupo de amigos. Muitas vezes trata de grupo de pessoas com interesses em comum, que, infelizmente ainda sobrevivem, mesquinhamente, sem coragem de se confrontar abertamente com os outros, apesar das normas vigentes. 

 Esse comportamento saiu da Universidade e se espalhou por órgãos públicos, e até em organizações religiosas, onde pessoas sem algum critério ou ... sem lei, abusam do ambiente onde trabalham e que entraram, muitas vezes  sem alguma verificação de competência,  causando danos até a credibilidade do  aparato público.  Esse comportamento, nada lícito, causa danos à cidadania, e é incomensurável.

Confronto leal com o próximo, nem sonhando... julgar as intenções, pior ainda.

É COMPLEXO DE QUE: INFERIORIDADE? ou medo de ser reconhecido como  incompetente, se confrontado com alguem... com diploma ou experiências diferentes e bem mais concretas?


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