quarta-feira, 25 de março de 2026

...E A DEFESA DO PATRIMÔNIO?

 

Que tal mudar a mentalidade do nosso povo? Educadamente, porém. 

 “De tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver." (Otto Lara Rezende)

Que tal faze-lo com o Código de Postura na mão? Na escola, as leis e o patrimônio histórico não tem direito a muita atenção, então que tal ajudar...?

Quando você levar seus alunos para “conhecer “ ou admirar os prédios  da Cidade Velha, poderia começar a:

- usar as calçadas, que são  para pedestres...  e as de liós, são até tombadas. Dai vão ver que  estão ocupadas, seja por alguém vendendo algo, seja  consertando bicicletas ou veículos; e as  que viraram entrada de garagem e ...lugar de poste. Isso sem falar do uso como "lixeira" ou estacionamento por quem frequenta os órgãos públicos do entorno...

 
Aqui temos um poste do lado de uma entrada de garagem, que abaixa o nivel da calçada para a entrada do veiculo.








Aqui estamos em frente a um orgão público onde o poste é situado na frente do"contador de luz" da Equatorial que dez anos atras ja tinhamos convencido a Celpa a retirá-los.

As sugestões sobre  o uso das calçadas e a defesa do meio ambiente (poluição sonora), se encontram nos artigos: 30, 63, 79, 80  e 81 do C.P.  So estes artigos  já seriam uma lição de cidadania, assim os ouvintes descobririam, não somente os poucos prédios que sobraram, mas, também, como ajudar a defender esse pouco que restou do nosso patrimônio. Quem sabe, respeitando as leis, você também.

So com isso você já abriu os olhos dos ouvintes relativamente a conexão das leis com a civilidade.

- Evitar ruídos, pois poderá aumentar a trepidação já provocada pelos veículos, tipo carretas ou onibus de turismo, com dezenas de pneus... Trios elétricos em frente a ALEPA onde, inclusive, do outro lado da rua temos o Museu do Estado que é tombado e construído no século XVIII, mais a sede da prefeitura, o IHGP....E, poucos metros mais pra lá temos a obra prima do Landi: a igrejinha de S. Joãozinho. A trepidação provoca danos inclusive a essas construções...

Quem é festeiro e além do carnaval segue o Auto do Cirio, notará, desse modo, quanto desrespeito provocam ignorando os decibéis previstos nas normas em vigor ou as proibições do Código de Postura, quando passam em frente a prédios construídos antes da existência do cimento,  armado ou não.

- Ajudar a combater a poluição sonora, não somente respeitando os decibéis (50/55) previsto pelo CONAMA, mas também lembrando que em frente de hospitais, igrejas, colégios, etc. o Código de Postura exige uma distancia de ao menos 200m para a instalação/autorização de atividades rumorosas ... para preservar inclusive, os direitos a tranquilidade da população.

 Quem dá essas autorizações, porém, deve ter...culpa no cartório. Em qual lei se baseia?

O professor ou acompanhante do grupo que usasse este método, seria muito mais respeitado inclusive, por este modo cidadão de ensinar a conhecer e preservar  nossa história, unindo o util, ao... necessário respeito das leis (que ele deve conhecer e respeitar, também).

Não precisa fazer diferença entre zona tombada ou não, mesmo se seria interessante também salvaguardar nossa memória histórica com mais atenção, mas simplesmente por questão de cidadania:assim,  você estaria respeitando as leis, além de demonstrar respeito pelo próximo.

Desse jeito, quem leva o povo a pé para a rua, para ver o que restou do nosso patrimônio ajudaria, inclusive,  a respeitar quanto previsto pelo art.228 da Lei Orgânica do Municipio (1990),onde estabelecem que: “O Poder Público municipal, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimonio cultural belenense...”

Que tal pensar sobre esse modo de educar nosso povo, para completar o que não se aprende na escola?

PS: É lógico que quem administra a cidade deve levar em consideração que: a gestão democrática por meio da participação da população depende do respeito das leis também por eles, os governantes, começando pela necessidade de fazer audiências públicas, antes da formulação e execução de planos e projetos nos vários bairros.

De um lado e do outro precisamos de mudanças... ou apenas, de repeitar as leis. Quem sabe dá certo?




Um comentário:

  1. Aparentenente, há alguma motivação oculta (e suspeita?) que orienta as condutas de alguns gestores públicos, quanto a ações ou omissões que revelam a falta do necessário cuidado que deveríam ter na preservação do patrimônio cultural, histórico e artístico; o que, aliás, é de sua obrigação constitucional.
    Essa situação somente permanece, devido ao analfabetismo funcional de expressiva parte da população, que por isso, não cobra de gestores e legisladores públicos, que cumpram efetivamente suas obrigações legais.

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